Sexta-feira, Novembro 30, 2001

Ah, sim, queridos...

A quem interessar possa, esse blog aqui acabou. Sério.
Nenhum motivo especial, apenas cansei dele e ponto.

Estarei em outra URL (aliás, já estou nela há algum tempo). Lamento informá-los de que terão que me achar, já que não vou informar meu novo endereço aqui.

Mas, de preferência, torço para que ninguém encontre. Aliás, a idéia é justamente essa.

Obrigada pela "audiência", o carinho de alguns e as porradas de outros. Valeu enquanto valeu.

Quarta-feira, Novembro 28, 2001

Wilde, O Foda.

“Só há uma coisa pior do que falarem de nós: é não falarem de nós.”

“O único meio de livrar-se de uma tentação é ceder a ela. Pecando, o corpo se liberta do pecado, porque a ação é um meio de purificação. Nada resta, então, a não ser a lembrança de um prazer ou a volúpia de um remorso.”

“Somos castigados por nossas renúncias. Cada impulso que tentamos aniquilar, germina em nossa mente e nos envenena.”

“Podemos perdoar a um homem por ter feito uma coisa útil, desde que não a admire. A única desculpa por ter feito uma coisa inútil é admirá-la intensamente.”
Gozado, eu conheço uma pá de mineiros. A maioria é ótima. Uma minoria (meu ex) merecia ser castrada por um javali tinhoso em praça pública, mas isso é detalhe.
Sempre que você pergunta, "quais são as suas bandas preferidas"?, lá vem a respostinha prontinha: "Skank PatoFu Jota Quest Tianastácia". Sério. Eles não se envergonham nem um pouco desse protecionismo besta.

Nunca gostei de reggae, então não dá pra julgar imparcialmente o Skank nos seus primeiros trabalhos. Os CDs atuais são lixo, mesmo - irrecorrível. O Pato Fu gravou um bom CD (o primeiro) e algumas músicas soltas nos álbuns seguintes. O resto é bobagem metida a indie. Eu vi o primeiro show deles no Rio, num desses Hollywood Rocks da vida (na noite do Smashing Pumpkins e The Cure). Um efeito legal de bateria que fazia até o estômago da platéia trepidar. Estava com uma amiga que nunca tinha ido a um show de rock, e ela ficou siderada. Hoje ela nem sabe mais que porra de pato é esse.

Tem uma música do Jota Quest (acho que o nome é “Encontrar Alguém”), do tempo em que eles ainda se chamavam J.Quest. Uma fase um pouco mais autêntica, quando eles ainda brincavam de fazer black music e não tinham pintado o cabelo cor-de-fanta e passado a musicar poemas horríveis de artistas udigrudi mineiros (Paulinho Pedra Azul... ugh), musicados por melodias nauseantes.

Tianastácia... Sem comentários.

Da próxima vez que eu ouvir um “minerin” mandando essa letra, vou mandar outra por cima: “Caramba, mas o seu estado em matéria de música devia ter parado na época do Clube da Esquina, hein?”.
Nada pessoal.
Droga.
Hoje me deu vontade de pintar de rosa as pontas dos cabelos. Descolorir e depois meter um pink-pelúcia nelas.
Mas não dá. Já pensou na hora de ir pra uma entrevista de emprego? Pra uma ocasião solene? O que faço com as pontas cor-de-rosa do cabelo? Corto? Enfio pra dentro da blusa? Prendo? Coloco um chapéu? Boné?

Quando eu era criança, queria tatuar o Calvin nas costas – minha mãe ameaçou me internar num hospício. Sério, me levou até ao psicólogo, e ele disse que “eu devia estar me sentindo negligenciada, e só queria chamar a atenção”. O caramba – o que eu "só queria" era fazer a tatoo do Calvin - porque me amarrava nele, oras!

Esse mundo é muito sem graça. Entrevistadores de empresas julgam as outras pelo que estão vendo do lado de fora (sejam atitudes, roupas, cheiro, etc) e não pelo que elas são capazes de produzir. Preferem dar emprego ao boçal incapaz de ser criativo mas que “não fuma não bebe é bem casado e tem filhos lindos e diploma superior e dentes perfeitos e cabelos loirinhos” ao invés do cara mal vestido e maluco, mas talvez por isso mesmo capaz de idéias “incomumente” brilhantes.

O que importa se a pessoa usa terno vermelho, se pinta as unhas de azul e o cabelo de lilás? Isso a transforma numa imbecil? Será que eles acreditam MESMO que as pessoas malucas vão se vestir malucamente pra uma entrevista? Elas vão se “disfarçar” de gente normal – mas eles vão estar contratando gente doida do mesmo modo. Eles estão apenas se enganando. Gente maluca é esperta.

Tá bão. Se eles acham que uma aparência OMO vale mais do que inteligência, palmas pra eles.
Maciez é Confort.
(liguem não, eu tô surtadérrima, hoje)
Gente, o que era aquilo na cerimônia de casamento da Simmony??
Me refiro aos peitos da garota. Caramba!
Sério, eu só tinha visto um peito daquele tamanho na capa de Hustler. Aquela mulher devia estar milionária – em tempos de silicone, ela podia vender pedaços de peito pra implante. A quilo.
Estou de saco cheio de aturar pseudo inteligentes plantados na minha vida.

Gente chata. Parece que sua única finalidade sob o globo terrestre é me apontar aquele dedo gigantesco e mostrar pra mim mesma as minhas próprias falhas. Como se eles fossem infalíveis. Como se não cometessem suas ignorâncias e erros primevos uma hora ou outra. Como se eu fosse umas dessas idiotas que acreditam em duendes e não diferenciam um computador de um microondas.

O que eu acho emocionante de tão imbecil é que basta um retardado qualquer começar a tirar dez nas provas da escola e ser aprovado em concursos dispensáveis, que automaticamente se supõe "inteligente" e começa a dar pitacos não solicitados na vida dos outros - a quem na verdade inveja e está tolamente tentando impressionar. Cuspe.

Tomara que essa gente não demore a perceber o óbvio: estão muito longe de conseguir fazer, mesmo com o maior dos esforços, o que as pessoas realmente inteligentes fazem brincando.

Sempre se pode pastar, de qualquer modo.

Domingo, Novembro 25, 2001

Domingo... eca.
Hoje foi tão mala, que o raro aconteceu... Eu não estava mais aguentando ficar em casa.
Se não tivesse que fazer os dois trabalhos da Marlene e escrever o texto da minha apresentação da terça-feira, teria ido pra rua... Desanuviar a mente, you know.

Preciso de uma viagem.
Eu também adoro listinhas.

A minha digna de nota é a do supermercado.

# Papinha de bebê da Gerber (as de frutas com iogurte)
# Batata Pringle’s (a lata verde ou laranja)
# Pipoca de microondas
# Abacaxi, maçãs e uvas sem caroço
# Miojo, vários sabores
# Pizzas semi prontas
# Creme de leite
# Coca Light
# Saquinho de Bubaloo Tutti Frutti
# Chee-tos Requeijão
# Queijo Gouda
# Tomates e berinjelas (amo berinjelas, até a cor é fashion)
# Xarope de groselha, sucos em caixa, em garrafa e em pó. Viciada em líquidos.
# Keep Cooler, sempre que acho. Qualquer sabor.

O que não entra nunca:
# sorvete e chocolate. Acho uma merda.
# kani – aquilo me provoca engulhos.
# material de limpeza (dona-de-casa demais. Tô fora)
# coisas caras – essas eu deixo pra mãe comprar.
Estou triste, estou chateada, estou esquisita.
Things just cannot keep on going this way...
Domingo... Pus a rede no terraço, levei o portátil e fiquei lá... que nem uma panaca me sacudindo na rede e ouvindo Fake Plastic Trees do Radiohead. Olhando o céu... A lua crescente no meio de um monte de nuvens.

Eu adoro olhar pro céu. Amo estrelas. Nada me deixa mais feliz quando estou me sentindo fodida. Sei lá, ajuda a me sentir ridícula por estar me sentindo fodida – e isso é legal.

Tem mosquito pra caramba. E morcegos – sim, aqueles bichinhos que voam à noite, têm asas mas são mamíferos, dormem de cabeça pra baixo e têm fama de hematófagos. São muito feios, mas inofensivos.

Me senti meio besta... Sei lá, não é como era na outra casa (anterior à anterior). Me senti nostálgica, nostalgia de muita coisa.
Que coisa mais boba. Que droga de dia mais bobo.
Criticizing is COOL...

A nova onda agora é falar sobre. To talk about. No caso, falar do alheio.

Proliferam pelo Blogger os blogs sobre outros blogs. Numa manhã de ócio na casa do Cris, achei o Top, uma graça. Diferente dos demais, a intenção do trio (?) parece ser a de fazer colunismo venenoso. Com o mesmo template da coluna social, eles não se limitam a falar – falam mal.

Penso quase a mesma coisa sobre todos os blogs citados. Achei engraçadíssimo esse post aqui:

o mundo não será mais o mesmo depois do filósofo e grande figura humana mala AV fazer mais um bocejante tratado, desta vez sobre o touristguy. Ele deve estar fazendo concorrência com a sumidade em inteligência artificial Sonia Abraão. E depois fica revoltado porque não escreve e ninguém reclama. Masoquismo tem limites.

Pelo menos não tem a “pretensão de seriedade” de alguns blogs julgadores. Quer coisa mais besta do que tentar ser “sério” falando de uma coisa tão singelamente inútil feito blogs? Isso é coisa pra prejudicados mentais, ou pra nerds em estágio terminal.

Agora temos três sites pra nos divertir no ócio: Jackie Miller, Piores Blogs e Top of the Pops. O último eu recomendo totalmente, ainda que venham a falar mal de mim. Aliás, vou adorar.
Estou vendendo um celular e um fogão de duas bocas. Preciso fazer dinheiro, quero voltar à vida de camelô.
Ou, sei lá, aceito sociedade. Entrem com a grana e eu entro com o trabalho. Eu vendo direitinho.
"Deixo como castigo aos pobres de espírito a consciência de sê-lo."
She's so beautiful...

Cansada dessas fontes coloridas.
Cansada desse layout preto.
Cansada dessa caveira muda.
Cansada desse blog.

(onde é mesmo que fica o botão delete this blog?)
E eu não quero Ouvir Dire Straits, PORRA!

Tá, o Mark toca pra caralho, mas Brothers in Arms me dá um sono do cão. PORRA, desliguem essa FM maldita, filhos da puta, são três da manhã e eu TENHO que dormir MUITO hoje!!

Cadê a lei do silêncio? Vou fazer valer a Lei do Fuzil daqui a breve.
Odeio me sentir idiota e não ter tempo de reagir antes que a hora certa escoe pelo ralo.

O dia foi ótimo, enchi a cara de cerveja (pagaram Skol de 1,80 para mim), ri feito uma condenada, suei como uma vaca indo pro abatedouro (calor, calor, calor... Finlândia, NOW!) e comi como uma eritréia desesperada.

No fim do dia, a merda absoluta. Uma frase mal colocada, e eu engulo em seco (prefria engolir o SANGUE dele, mas minha fase pró-vampirismo ficou perdida nalgum porão da adolescência que tá indo embora). Ímpeto assassino controlado pelo meu bom senso. Merda. Mil vezes MERDA, viu?

"I wanna be alone"

Sexta-feira, Novembro 23, 2001


"YOU ARE WHAT YOU ARE
AND WHAT YOU ARE IS OK"

"NORMAL IS BORING"


- by Fido Dido


Fido is for Fido. Fido is against no one. Fido is Youth. Fido has no age. Fido sees everything. Fido judges nothing. Fido is Innocent. Fido is Power. Fido comes from the Past. Fido is Future...
(esse camarada era foda)
Indie rock... eu gosto, masssssss...
Acho que o povo tá exagerando no termo fofolice/fofolete/etc. É só fazer qualquer coisa com um violino, uma guitarrinha monocórdica ou beeeeem dedilhadinha, e botar uma puta com cara de debilóide e voz de limítrofe à frente da banda - de preferência vestida de lactente - e pimba. Dez milhões de cópias só nos EUA.

Acho que ainda dá tempo de melhorar o meu inglês e comprar umas roupas na Giovanna Baby.
Quem quiser montar uma banda indie, e só falar comigo. Não precisa saber tocar bem, basta conseguir tocar e mascar chiclete ao mesmo tempo.

Oppinion: ser indie não é isso, indie não é "rock bonitinho", feito sob encomenda pra embalar os sonhos azuis de meninas que colecionam bichos de pelúcia, usam tênis plataforma e se vestem na Vale das Bonecas. Indie é tão somente uma abreviação de “independent”. E é a última coisas que a maioria das “indie bands” é. Antes, “indie” era uma bandeira, um estado. Agora é um estilo.

E a mudança não fez nada bem pra música...
Meu pai comprou um Rider do Guga na C&A . Muito foda o chinelo.
Tem uma sola grossa e parecida com sola de pneu. Todo preto, um botão prateado meio fosco em cima... Me amarrei no sapato, fui comprar, mas o vendedor disse que ele acaba em minutos. Merda.

Enchi tanto o saco do meu pai que ele me deu o chinelo.
Costurei uma calça curta e larga, preta. Comprei por 15 reais uma camiseta black fofa na C&A, renda na gola e uma frase meiga estampada. Pode sair barato ficar fashion, mas dá um trabalho...

Roupa perfeita pra ir à faculdade, onde as garotas mais “chiques” usam roupa da Informal (uma malharia de quinta categoria). O Marcos odiaria me ver vestida assim. Ele, que odeia vestido comprido, calça larga... Tem um gosto muito parecido com o dos peões de obra: gosta de mulher de calça saint tropez. Gosta de ver as garotas metidas em roupas que “mostrem o corpo”, como se o nosso corpo fosse algo pra ser mostrado pra qualquer pé de chinelo around.

Foda-se. De volta aos coturnos. Aos vestidos lá no pé. Às batas de “hippie suja” – e daí? EU tomo banho! De volta aos anéis de bichinho, aos colares de metal e às meias do Fido Dido.
Por aí na web eu encontrei com um camarada que tem um blog pensante.

Nunca gostei – opinião minha, normal. Mas o que me chamou atenção, desta vez, é que ele anda por demais revoltado com gente revoltada. A cada cinco posts (longos e chatos, sempre) quatro são (sub)utilizados pra meter o malho em gente que mete o malho.

Peraí. Deixa eu ver se entendi: Ele fica “revoltado” com a “revolta”, e “mete o malho” em quem “mete o malho”??

Nossa. Isso me cheira a contradição. Ou a arrogância oca, o que é pior. Ele pode fazer tudo o que acha que os outros não podem.

As pessoas continuam levando muito a sério a revolta alheia. Como eu já disse aqui, eu não odeio tudo... Basicamente, só a falta de grana e a hipocrisia renitente - o resto é consequência. E posto aqui sobre novela, minha faculdade nojenta, as músicas que eu gosto (ou não), os meus amigos carniceiros, minhas vontades, e, é claro, a vida alheia.

Realmente, desperdício. Mas lendo o site dele, descobri um novo sinônimo para esse substantivo: pretensão.

E acho no respect total quem fala mal de outros blogs sem identificá-los. Eu sempre pus a minha cara a tapa.
Chega de ser legal.
Nem todos serão contemplados com o sopro de enxofre divino no Armagedon. O Armageddon morre de medo de contrair HIV. Se depender disso, muitos ficarão pra semente.

Quinta-feira, Novembro 22, 2001

Se quer MESMO fazer algo pelos que estão na base da pirâmide social, dê-lhes casa, comida, educação e um objetivo na vida. É disso que eles precisam, e não do seu puxa-saquismo fingido.
Se não quiser fazer isso, faça o seguinte: cuspa neles.
É bem melhor do que chamar de coitadinhos e ir pra casa encher o rabo de comida se lixando para o fato de que estão morrendo de fome.
Qual é o problema em detratar as minorias??
Eu também faço parte de uma. A minoria inteligente, bonita, desencanada e sem frescuras do planeta.
E, se você discorda, respeito a sua opinião.
De qualquer maneira, foda-se.

Quarta-feira, Novembro 21, 2001

Que lindo!
Um monte de mensagens do mail form na minha caixinha, hoje. Love mails, hate mails e os “não entendi nada” mails. Fico felicíssima. Usem mesmo a mail form terrorista, é a (única) cortesia da casa: não paga nada, não precisa se identificar e você ainda pode ter o prazer de ver seu nome publicado no blog mais escroto da web.

A seguir, respondendo a alguns incautos...

Pablo, o email snap-alguma-coisa deu problemas de novo. Entre em contato por outro endereço, please.

Janaína, sim – o projeto do blog de grrls é sério. Já foram pro seu email as “regras do concurso” – nossa, essa foi patética, sorry.

Name = Thiago
replyemail = AH!! Seu Blog é muito maneiro!!! Pra falar mal de certas coisas tem que ter classe, e você tem de sobra!!!

Well, filho, “classe” realmente não tem sido uma virtude das mais constantes aqui, mas estamos nos esforçando para melhor servi-lo. Continue conosco.

Name = Ps Y
replyemail= meta a bota nesse cara, eu acho muito legal coturno, camisetas dementes, putz, se alguém tem que gostar de você, tem que te aceitar do jeito que você é... voce eh super legal e nao deve se reprimir pelas merdas que esses caras fazem! =)

Valeu pela força, filho... Vou considerar suas sábias palavras quando for tomar uma decisão quanto ao futuro (ou não) do MALA do meu quase-ex-namorado.

name = Phanton
where = tase@fudendo.com
replyemail = Porra Miss Belle X, tá sô se fudendo hein......Outro dia um figura coloca seu blog nos piores, ontem o viado te estraçalha,....vc até tirou o link pro blog dele................Miss Belle, já te falei, vê se cresce pra fazer alguma coisa mais produtiva..........ficar reclamando o dia inteiro neste blogizinho vagabundo não dá........

Tsc. Outro viado (ou vadia barata) problemático. Cheiro de coisa made in Irajá. Eca.

Apenas uma besta quadrada acredita que a net tem o poder de fuder (sic) com alguém. Reputação na web? Credo. Coisa de gente suja. Aqui ninguém usa identidade. Se me interessasse, bastaria eu deletar esse blog aqui, fazer outro acolá e mudar de nick. Pronto. Lá se foi uma “má reputação” pra casa do caralho.

E você tem razão, foi um “figura” que pôs meu blog na lista dos piores. Eu adorei a deixa. Mas como ele já foi assunto aqui a uns posts atrás, nem vou me dar ao trabalho de comentar. Quanto ao leãozinho gay... Uma criança homossexual que batiza seu blog de “roar” merece algum crédito??? Depois eu te mostro aqui COMO se estraçalha uma pessoa.

E que link foi removido?? Nunca tive link pro Piores Blogs. O do leãozinho gay suicida eu removi há meses, bem antes da “polêmica”. Você está mal informado(a).

E se você não gosta das minhas reclamações, eu tomo isso como elogio. Não há coisa mais “massageante” pro meu ego do que ser odiada por boçais dos quais eu nem sei o nome. E que entram nessa minha URL fedida todos os dias, atrás de algo com o que preencher suas vidinhas vazias. Se pelo menos para isso eu sirvo, criança, i’m too happy for this web.
name = Clarissa
replyemail = Ahhhhhh, Miss Belle! A gente sabe que vc não vai acabar com esse blog, nem que seja só pra irritar pessoas que dizem em seus próprios blogs que não gostam daqui, e mesmo assim não param de entrar (nem que seja pra ler e ter o q escrever criticando o cantinho).

Eu pretendo mesmo mandar esse blog pro espaço, não por medo de críticas e sim porque enjoei da temática. Quanto a essas pessoinhas que você mencionou: entrar aqui é liberado pra geral, afinal é uma URL pública, e se eu tivesse restrições, colocaria senha. Mas não é pra elas que eu escrevo, e nunca as levo em consideração pra nada. Honestly, elas só servem pra me divertir com seus patéticos hate mails e hate posts.

name = menina sem pernas depiladas
replyemail = se você não fosse mau humorada, você ia ser um porre. ;0] bom blog o seu, com boas referências de musica,cinema e sei lá o que. porque eu to escrevendo aqui :ksnmbkds

Gostei do seu nick. Infelizmente eu me vejo obrigada a depilar as minhas pernas. Mas tudo bem, daqui a pouco voltarei a ser solteira e punk de novo, aí essa fase passa. Referências a música? Cinema? Não! Não fala isso de mim, pelamordedeus, não espalha! Já pensou se os fãs de RPG, cinema da Estônia, literatura birmanesa, música das Ilhas Virgens, cismam de entrar nesse blog aqui atrás de "referências"? Puta que pariu.

E, ao amigo Lucas, que me questionou sobre a forma como eu me referi aos índios num post passado... Quando me referi a indígenas como “aculturados”, tomei como ponto de observação hipotético a cultura européia, a que nós, brasileiros, fomos obrigados a adotar.

Eu não quis chamar índios de burros, ou coisa semelhante. Têm a cultura deles, devastada pela força colonizadora. É natural, no entanto, que tenham passado algo para o mix cultural que é o Brasil (inclua aí os negros, também). Uso sim algumas palavras de origem indígena, africana, inglesa, francesa e outros bichos no blog.

O que quis dizer foi que, embora eu respeite a cultura indígena, não foi ela que produziu a arte que está me faltando nesse momento. E se em 1500 eu tivesse que escolher entre índios e colonizadores portugueses, teria ficado com os segundos. Por quê? Ora, meu caro - eu prefiro mil vezes estar aqui batendo esse papo com você via web, vendo meus filmes europeus e lendo excelentes livros escritos ou traduzidos para o português (e não tupi-guarani), do que à essa altura dos tempos, estar pintando a cara numa oca e declarando guerra à tribo vizinha...

Ei! Eu acho que isso também tá acontecendo na "nossa cultura européia", né não?
Ato falho... Abstraia, por favor.

Terça-feira, Novembro 20, 2001


Acabo de botar remédio pra mosquito aqui no quarto. Insect Killer.
Pelo cheiro, devia se chamar Human Killer.

Fede pra caralho, pusta! Cof, cof, cof - estou sufocando.
Esses produtos deviam ser proibidos ou vir com seguro de vida gratuito.

Mas, pensando bem, eu mereço morrer, mesmo.
Descobri que gosto de Goo Goo Dolls. Isso é motivo pra suicídio, mas como eu sou covarde demais para tanto, me viro comendo Matox (é, aquele remédio pra matar baratas).
Pessoas, preciso ler. Preciso ver filmes.
Tô virando uma aculturada. Daqui a pouco vou começar a falar tupi-guarani e usar short de náilon, morar em ocas e exigir demarcação de áreas indígenas.

Tenho uma lista de uns 100 livros pra ler, e mais 100 filmes por assistir. Tô deprimindo.
Aqui no meu bairro metido a besta, não vi nenhuma locadora de vídeo. Meu videocassete está quebrado. E não tenho DVD player.

Livros? Eles custam dinheiro.

Acho mais fácil comprar logo um dicionário de tupi-guarani e aprender a dançar a dança da chuva.

Segunda-feira, Novembro 19, 2001

Tive uma idéia original.
Vou deletar esse blog aqui e fazer um coletivo, só de meninas.
Alguma garota sem frescuras se habilita?

Eu devo estar quase solteira. Estou quase dando um pé definitivo no atual, e ele não está percebendo (ou faz que não percebe). Que bom - pelo menos vou poder voltar a usar as roupas que ele odeia. Viva as saias compridas. Viva os coturnos. Viva os brincos engraçados. De volta à maquiagem carregada em ocasiões especiais (tipo ir à padaria). Viva os perfumes adocicados, os tênis de cores berrantes e as camisetas com estampas debilóides.

Em suma, viva eu, o meu jeitão. Alone again, naturally.
Mas eu faço o quê? Meto o pé nesse mala ou não?
Lá vem o verão. Estou parecendo vela sem uso. Branca e apagada.

Calor... Eu transpiro à beça. Eu acho patético as pessoas dizendo que preferem o verão num estado onde 40 graus centígrados é só o começo da brincadeira. Que brincadeira? A brincadeira sem graça que São Pedro adora fazer com carioca. Esse puto deve ser paulista, só pode...

Tem coisa mais ESCROTA que aquela marca de suor debaixo do braço?? Não há finesse que sobreviva. Nem humor.

Eu amo o inverno. Amo casacos pesados. Adoro coturnos, mas usados de um jeito sexy (sim, é possível!!). Repito que queria ser londrina, fazer comprinhas num flea market em Camdem Town, ir prum daqueles distritos industriais cheios de ruínas de fábricas de séculos passados e brincar de pique-esconde com um namorado lindo, inteligente e com aquele sotaque carregado...

Queria andar de bike em Birminghan. Queria ter esbarrado com o Morrissey numa esquina, e que ele tivesse deixado cair o caderninho de poesias... Daí eu o roubaria, e leria em primeira mão as letras de Panic, I Know it's Over, Cemetery Gates, Shoplifters of the World...

Ao invés disso tudo, eu tenho verão. Tenho praia poluída, quiosques vendendo água de coco a preços absurdos (o bom disso é que eu odeio água de coco!), bundas cheias de celulite escapando por entre as tirinhas de lycra do biquíni... Tenho pagode tocando, tenho filho de pobre comendo milho verde (e largando a casca e o sabugo chupado na areia), tenho aquele cheiro insuportável de bronzeador vagabundo... E aqueles horripilantes vendedores ambulantes, carregando um galão de mate pela praia - e o carioca lesado ainda apregoa que isso tudo é o "símbolo do verão da cidade".

Quero mudar de cidade. E de estação.

Domingo, Novembro 18, 2001

Eu simplesmente odeio domingos.
Mas Deus, domingos à tarde???
Aí já é pegar pesado demais.
Que adorável. Estou lisonjeada.
Recebi uma phone call diretamente de SP, de um blogueiro mainstrean, que tem fama de maluco, mas é um bombom de gente.

Um dia eu ainda entro pra panela... :o)
Sábado e domingo. Pfe.

Minha mãe conseguiu foder com o meu weekend.
Cheguei em casa ontem à noitinha com o Patão, e encontro duas primas acampadas no meu quarto. Confirmei a minha teoria - criança não rola!

A peste mais nova é completamente imbecil. Prejuízos de uma educação equivocada, of course. Puta que pariu. A infeliz tem dez anos, mas ainda deve estar presa no período sensório motor do desenvolvimento. Ficava perguntando "o que é isso??", "o que é aquilo??" como se tivesse dois anos. Ficava berrando do lado do telefone quando eu falava, e bastava eu ameaçar sentar na frente do micro, que a craca vinha sentar no meu colo e apertar as teclas.

Cacete.

A mais velha é um projeto de puta em estágio adiantado. Fuçou toda a minha maquiagem, leu sites de sacanagem (gozado, ela sabia as URLs), e enquanto eu falava no Messenger com um amigo que teve a ingenuidade de mandar um beijo pra ela, disse que queria o beijo na boca. E de língua.

Crianças... Cuspe, cuspe...
Excelente notícia, no entanto - Segunda e terça não tem aula na FFP.
O feriadão continua... Zumbi rulez!
Linda, essa música. Linda e triste.
Um cara escrevendo uma carta de despedida pra menina que ele não ama mais.
É, um dia eu acho que todo mundo tem que passar por isso.
Ou escrevendo, ou lendo.

elise, believe i never wanted this
i thought this time i’d keep all of my promises
i thought you were the girl i always dreamed about
but i let the dream go
and the promises broke
and make believe ran out...


(- a letter to elise, the cure)
Uma das razões pela qual eu odeio a web... é uma terra de ninguém.

Os sites oferecem excelentes serviços, conquistam zilhões de usuários, e quando caem no vermelho ou resolvem parar com tudo, simplesmente desaparecem, deixando as pessoas que confiaram na proposta completamente fodidas. E sem vaselina.

Claro - qual será a implicação disso pra eles? Nenhuma. Não há como exigir ser ressarcido por algo que não foi pago. Esses cães do inferno deviam cobrar, nem que fosse dois reais por mês, para tornar o servicinho deles minimamente lucrativo e garantir a tranquilidade dos usuários.

Devia haver uma boa (e agressiva) legislação pra internet, e rápido. Assim esses desocupados filhos da puta iam pensar umas vinte vezes, pelo menos, antes de foder com a vida (e a HP) alheia.
Estou testando esse site de hospedagem de fotos aqui. Já vi que não vai servir - demora horrores pra carregar as imagens.

Uma pena, mesmo. O Fotki era perfeito.

O Cacá me mandou esse aqui, mas ele só aceita JPGs... Que coisa. E ambos ainda têm aquelas pop-ups "suas fotos estão sendo enviadas... aguarde.....................".

E aí você mofa.... mofa... mofa... E no final dá erro, porque ao pedir a URL da foto, o e-fotos faz o favor de dá-la em código ininteligível, que não a linka em lugar algum.

É... preciso aprender a usar o HPG.
À tarde foi assim:

Patão comprou o DVD do Velvet Goldmine e eu fui lá ver. Bolo, coca cola e um dos filmes mais legais que já vi. Ele não sabia, mas eu já tinha assistido antes na casa da Irene. É incrível o contraste feito entre aquela alegoria de cores dos anos 70 e o cinza-opressão dos anos 80 (onde os personagens só se vestem de negro).

A trilha sonora, então, nem se fala. Peguei o CD do Patão pra gravar, mas meu CD-R deu pau – merda, nada é perfeito. Thom York, Placebo, Pulp, Teenage Fanclub, Brian Eno... E o menino que interpreta o Brian Slade é muito fofinho!! Esquelético e com cara de ET, é fato – mas aquela boquinha
de neném, hummm...

Eu uso glitter pra fazer FBs, mas depois desse filme eles nunca mais tiveram o mesmo significado.
(e essa porra aqui não é crítica literária).
que noite legalllllllll...

Sábado, Novembro 17, 2001

E lá vem o Natal...
Foi Natal ontem, também. 2001 passou voando - foi mesmo uma odisséia no espaço, só que em fast forward.
Amanheceu um dia qualquer, e ele guardou o amor na gaveta do criado mudo.

Ela ainda dormia, e não flagrou o gesto. Acordou como de hábito para os seus afazeres, e não reparou naquela coisinha quente, terna e pulsante fazendo um barulho chato dentro da gaveta. Pensou que fossem os meninos jogando bola na rua. E saiu para o trabalho.

Os dias se passaram, e os braços dele não eram mais acolhedores. O abraço que antes abrigava, agora era frouxo, não prendia, não parecia querer abraçar. Os beijos foram se resumindo a complemento do sexo, e não mais a despertavam, sem querer, de sonhos bons no meio da noite. Foram se resumindo. Foram sumindo. Foram indo.

Assim como os telefonemas para o celular, no meio do trabalho, só pra dizer “eu te amo”. Os papeizinhos pra anotar recado perto do telefone, nunca mais se transformaram em bilhetinhos carinhosos. Na vitrine da floricultura, as begônias a olhavam passando para ir buscar as crianças no colégio – não, as flores nunca mais a visitaram.

O vidro de perfume que ele usava sempre, ficou pela metade. Ele nunca mais se perfumou para agradá-la. E aquele casaco azul, da mesma cor dos olhos dele, esse foi parar na sacola de roupas velhas pra doar à igreja. Ela ressentiu-se e se fechou na sua concha de suposições. Foi retirando respostas de dúvidas, e transformando-as em certezas. Ele não queria mais deixá-la feliz.

E a felicidade pulou pela janela da sala uma tarde, estatelou-se lá embaixo. Ninguém sabe se morreu – o fato é que não voltou.

Anos depois (os dois já não mais neste mundo), a gaveta do criado mudo foi aberta pela filha mais velha. O amor estava ali, ressequido, quase inerte, quase morto – mas vivo. Não estava sozinho. Na gaveta de baixo, havia um outro amor, nem tão ressequido, nem tão inerte, ainda menos morto. O amor dela.

A filha balançou a cabeça, pesarosa. “Pobre mamãe! Não viu, mas guardou seu amor sem saber que o de papai sempre esteve ali, apenas esperando que ela simplesmente abrisse a gaveta certa”.

Tá. Momento piegas, e daí? Algum problema??

Mais uma gordinha insatisfeita morreu na mesa da lipoaspiração.
Mulherada burra. Quer emagrecer? Feche a boca e faça ginástica. Preferem abrir - a barriga, na clínica. Depois acabam abrindo as portas no inferno.

Prefiro passar fome a morrer. E preferiria ser obesa a ser cadáver. É tudo tão simples... e as pessoas morrem.
É que as pessoas são simples, também. Simplórias.

O cômico é que geralmente elas morrem na anestesia, ANTES da lipo. Ou sejam, morrem gordas.
E como não se faz lipo no inferno (os cirurgiões que estão lá tiveram os registros cassados quando vivos), o castigo dessas jamantas é passar a eternidade no inferno E gordas.

Bom, pelo menos a quentura deve derreter um pouco da banha – o problema é que assim o fogo aumenta.
O que pode ser pior do que fazer uma faculdade pé no saco? Fazer um trabalho pé no saco num grupo idem.
Análise do livro “O Uraguai”. Um livro escrito em verso. Cinco cantos narrando batalha entre colonizadores e jesuítas. Tudo muito "interessante". Graças a esse brilhante exemplar da literatura barroca (??), eu abandonei meus remédios pra dormir. O Uraguai é tiro e queda.

As meninas do grupo agem como se estivessem prestes a ganhar o Nobel de Literatura. Eu não acho que isso seja entusiasmo, e sim submissão a uma professora idiota que acha que vamos ser melhores pessoas se soubermos analisar poemas sob a ótica dela.

Eu adoro poesia. Não acho, como alguns seres que conheço, que poesias sejam masturbação de autores, ininteligíveis e idiotas por definição. Poesia é uma coisa legal de se ler, mais ainda se você não se propuser a chegar ao âmago de porra nenhuma. A interpretação de poesia é uma coisa subjetiva, lúdica, intuitiva e PESSOAL. Odeio quando eles transformam poesia em equação, e ficam brincando de fazer análise sintática com versos. Puta que pariu.

O trabalho vai ser “debatido” semana que vem, e deve ser entregue na outra semana.
Até lá, pedreira. Ouvir aquelas idiotas que se acham o cúmulo da sapiência acumulada dando suas opiniões óbvias como se tivessem descoberto uma constelação nova no céu. Puta que pariu II.

Essa minha faculdade nada mais é que uma sucessão de “puta que pariu, puta que pariu, puta que pariu, puta que pariu...”.
Por que o povo do Rio está reclamando por beber água podre?
As praias são TODAS esgoto a céu aberto. E o pessoal continua nadando nelas.

Qual a porra da diferença, afinal?

Quinta-feira, Novembro 15, 2001

Desisto.
Preciso de um lugar decente pra hospedar minhas fotos e parar de encher o saco dos meus amigos pedindo que façam isso por mim. Sei que eles têm a maior das boas vontades, mas às vezes cansa, né?

Alguém conhece algum host de fotos que PRESTE?
Fui na casa do meu pai, e à minha espera, 26 cartas. Uma da Arábia Saudita, outra da Noruega,, outra da Finlândia, outra do Chipre (??), e por fim uma italianinha. Meu nome ainda circula nos FBs com o endereço antigo.

A carta do árabe mandou um postal lindo de gatos. A Italiana mandou uma embalagem vazia de torrone e alguns FBs. A finlandesa mandou algumas tatuagens removíveis (coloquei uma índia colorida no braço, agora), uma moedinha da Finlândia (claro...), adesivos e FBs.

Cartas são mais legais que e-mails. Levei anos pra entender isso.
Mas não voltarei a escrevê-las. Página virada na minha vida.
E, por favor, chega desse papo.
Não estou aqui pra julgar outros blogs. Já tem muita gente por aí fazendo isso.

Citei os que não gosto porque não tenho nada a esconder, e para me defender de algumas agressões que estavam me cansando a beleza. É apenas um momento, não a idéia central dessa página.

Mas acho que as pessoas que me interessam já sabem disso.
Quanto ao resto, que se foda.
Hoje descobri mais um nome pra minha listinha de traidores.
O moço (se é que pode se chamar assim um gay...) desse blog resolveu postar nalgum outro lugar vomitável que eu era algum tipo de vaca problemática. Disse que eu "vivia pedindo" ajuda a ele pra melhorar meu template, e quando ele respondeu "como eu merecia", eu fiquei putinha.

Primeiro, vamos ser justos.
Amigo, eu lembro de você, sim. Lembro como foi gentil comigo. Eu pedi sim, ajuda com o meu template (que você NUNCA deu). Tudo bem, ajudar não é algo compulsório. Mas eu nunca encerrei relações com você. Somente parei de receber seus emails. Nunca questionei o fato, nem te escrevi perguntando a razão do sumiço porque isso não é da minha natureza. Só isso.

Você deve ter sumido porque leu algo no meu blog de que não gostou, e vestiu a carapuça. Típico de gente fraca e que não se assume. Mais típico ainda de homossexuais, em sua imensa maioria uns chorões que optaram por seguir um caminho árduo na vida, mas que não têm testosterona o bastante pra encará-lo.

Daí passam a vida se lamuriando por serem discriminados, por não ter amigos fiéis nem um amor de verdade, e por sempre ver o bofe dos seus sonhos passar atracado com uma loira coxuda e peituda. Isso deve doer, convenhamos.

Que fique claro - nem toda bicha é cheia de nóias. Mas uns 98,9% delas, são, sim. Esse é o caso do menino acima mencionado. Filho, lamento, mas você se equivocou completamente. Eu nada tinha contra você antes, e não é agora que vou forjar uma revolta. Só tenho pena da vidinha triste que leva você a dizer absurdos de pessoas que, há pouco tempo atrás, constavam da sua listinha de contatos do Outlook. E, se eu nunca cheguei a fazer parte dessa lista, a mim não faz diferença alguma.

Meu Deus. Tens piedade desses vácuos emocionais que, por lapso divino, puseste no mundo.
Ou então, não espere pelo armagedon - enxofre neles, e JÁ.






Bom, pelo menos a caveira voltou. Valeu, Cacá!
Ops. Problemas no Fotki.
Daqui a pouco o blog volta ao normal (se é que teve um) - assim espero.
O Feminismo (em três lições díspares):

..."O feminismo encoraja as mulheres a deixar seus maridos, matar seus filhos, praticar bruxaria, destruir o capitalismo e tornar-se lésbicas" (Reverendo Pat Robertson, numa convenção em 1992)

..."Feminismo é a noção radical de que mulheres são pessoas." (Cheris Kramare, Paula Treichler)

..."Eu nunca fui capaz de definir precisamente o que é o feminismo... Eu só sei que as pessoas me chamam de feminista quando eu expresso sentimentos que me diferenciam de uma estúpida ou de uma puta" (Rebecca West, 1913)
E chega de falar de gente nula por aqui. Daqui a pouco vão achar que eu leio o blog delas.
Quanta geia feia mostrada pela Grobo ontem, no jogo do Brasil. Todo mundo tinha a mesma cara de índio.
E, um tatu como símbolo do Brasil na Copa? Tudo a ver. Lembra terra, buraco, fundo.

E aquele nojento do Beletti reclamando das críticas. Dezessete jogos cagando pra dentro e pra fora, e o cara exige respeito?
Vá tomar no rabo, amiguinho. E use essa camisa da seleção pra limpar-se, depois.

(mas continuo achando que se o Brasil não fosse à Copa, o mico seria menor)
Um Post Hildegard Angel...
A night foi boa. Festa na casa do Eduardo, o Duda Little.

Devíamos levar comida? Devíamos. EU nunca levo nada além da minha presença esfuziante e beleza estonteante. Cambada, carregar potinho plástico com comida pra festas é o fim da picada. Não seria melhor juntar grana ANTES e comprar os "mantimentos"? Festa Americana é coisa dos anos 80 - atualizem-se.

Fora esse tropeço, correu tudo lindamente. Eu não levei comida, nem teria levado dinheiro. Afinal, tenho que ter ALGUMA regalia por ser a DJ da festa. Odiei os primeiros CDs que apareceram, mas depois Roberta e Aline chegaram com os indie ittens indispensáveis e Odilon mais tarde trouxe o seu Baú Musical (e Digital) Anos 70.

As comidinhas... Por que as pessoas não conseguem ser criativas na hora de fazer rango de festa? Puta que pariu, só de pastel tinha umas quatro vasilhas! E sempre de queijo, que dá menos trabalho... Os pastéis de vento se revezavam com os kibes murchos, os bolinhos-de-o-que-afinal-é-isso, as bolinhas de queijo com gosto de sabão em pó... Ainda bem que a mãe do Duda foi pra cozinha rápido fazer umas mini pizzas. Salvou a noite à italiana (ela é filha de romanos, entende do riscado).

As pessoas... são das poucas que valem a pena ser conhecidas e chamadas de legais, pelo menos. Lógico que sempre entra um péla-saco no meio, como essas menininhas que gostam de falar de filmes da Macedônia e trocar informação sobre tintura de cabelo, os manés que conversam sobre os carros e sobre o trabalho numa festa de gente pobre e maluca, mas tudo bem - eu entendo o que é ser desajustado.

Pizzas, Martini, Smiths, Black Sabbath, o Cris tocando violão, a Irene se espatifando bêbada na mureta da varanda e a Cláudia dançando a dança do ventre em cima da mesa, uma ereção involuntária do Pablito (eu não vi essa cena, mas ela teve várias testemunhas), todo mundo cantando Stand by Me no fim da noite, já bêbados e tontos com o cheiro da maconha do Cris...

Nada como um pré-feriadão entre gente anormalmente normal.

Que saco. Acho que o www.fotki.com está virando-se em merda.

Quarta-feira, Novembro 14, 2001

Minha skin do Winamp. Design by Leozinho.
Não é fofa?

Terça-feira, Novembro 13, 2001

Bela lembrança, darling. Tartine au Chocolat eu usava até pouco tempo atrás.
Mas pegaste pesado. Blogueiro, quando muito, usa perfume da Natura.
Li pelo blog das divas que a moçoila aqui acha que eu visito o bost dela todos os dias. Ai, ai... Eu não visito nem o meu todos os dias - geralmente vou na home do Blogger, posto e caio fora pra dormir cedo e acordar sem rugas e linda.

Mulérada que passa a night lendo blogs, conselhinho: arrume um macho (de preferência que não seja blogueiro) e passe a noite fazendo sexo.

Por que não pode ser blogueiro? Porque se for, vocês vão acabar fazendo blog-em-dupla-de-casal. Ou então, ele vai te trocar por algum encontro de blogueiros sábado à noite. E imagina como deve ser o filho de dois blogueiros? Vai nascer com crise de abstinência de Blogger, Pitas, Weblogger. Exquisite, Ilha Blog, Desembucha e Greymatter.

E, fofa, leva pro lado pessoal, não. Você sabe que não leio seu blog desde aquele tempo. O comentário foi apenas implicância gratuita - essas coisas, que gente mal resolvida, rebelde sem causa. problemática e que erra o português (feito eu) acha divertidíssimas.
Ficou chateada? Basta sair .
Hoje eu estou especialmente bonita.

O faz entrevista com o(s) cara(s) responsável(is) pela expressão "chique nos úrtimo". Putz. Que nível.
E ainda tem gente que acha ruim o fato de o Jô querer virar Imortal da Academia.

A Academia Brasileira de Bestas não seria o lugar perfeito para uma?

(Jô, não ria da própria piada. Isso constrange. Mais ainda quando ela não tem um pingo de graça).
As Dez Piores Coisas numa Universidade Pública:

... aulas “expositivas" (os alunos mais idiotas ficam perguntando e opinando, se mostrando “interessados”, enquanto os alunos que tiram as melhores notas ou estão matando aula ou com cara de sono...)
...professores com doutorado (geralmente caquéticos e feios, eles se acham o poço da sabedoria concentrada. Fuja deles)
...alunos “opinativos” (aperte-os em questões mais importantes e descubra que eles são boçais)
...sala de computadores (se você conseguir achar pelo menos um 486, dê graças aos Céus – sua faculdade é chique!)
...biblioteca (mofo... isso resume tudo)
...cantina (fedor... isso também resume muita coisa, inclusive a sua fome)
...xerox (as que você tira – não serão úteis nunca. Aprenda a comprar os livros que realmente te interessem).
...xerox (o espaço físico onde elas são feitas – burrice, lerdeza e má vontade em altas doses. Evite, evite, evite...)
...amigos burros (geralmente isolados e problemáticos, colam em você pra fazer trabalhos porque ninguém mais os aceita. Ou leve nas costas numa boa, ou os faça sumir).
...trabalhos em grupo (a menos que Einstein, Darwin, Newton, o casal Curie, Drummond, Aristóteles e Platão, Da Vinci e Galileu façam parte do seu grupo de estudos, ou que você seja um perfeito imbecil, FAÇA TRABALHOS INDIVIDUAIS)
I'm too happy for this blog
too happy for this web
Reecebi outro flyer da Psycho Therapy Party. Fui a duas festas dessas, e entrei pra mailing list. Que lástima. Se pelo menos o flyer ainda fosse bonitinho...

Mas, vá lá - vamos divulgar a bagaça.

O nome mudou. Agora se chama "Kool Thing" (risos). É diversão segura pros indie-otas, uma vez que toca coisinhas como REM, Pixies, Pavement, PJ Harvey, Travis, Teenage Fanclub, Radiohead, Beck, Weezer... O problema é que as festinhas são organizadas por fãs-clubes (Orange Crush, Sir Rockaby e Everyday is Like Morrissey), e a discotecagem fica a cargo deles, ou seja... NADA profissional ou imparcial - você ouvirá as bandas preferidas DELES a noite toda.
As festas acabam ficando previsíveis, as mesmas músicas se repetem em todas. Ou seja - foi a uma? Foi a TODAS. Mas vale pra quem nunca foi a nenhuma.

Rola sábado 17, à partir das 23hs na Nautillus, do Catete (2558-3431) e o mané paga 10 contos se chegar até uma da matina.
Rolam vídeos raros (nunca vi esses vídeos, mas...), sorteio de CDs e camisetas. Ah, a festa é "temática" - Smiths, Suede, Placebo e Belle & Sebastian.

Já fiz a social de hoje. Se eu aparecer por lá, quero entrar de graça, VIU, ELINE??
Por que a imprensa daqui não pára de falar naquele acidente com o air bus em NY?
Não foi ato terrorista, então CHEGA, cacete!! Não tem a menor relevância mundial - pelo menos não para se falar todos os dias comendo metade do Jornal Nacional, com análise de possibilidades, papo de caixa preta, etc.

Parece até que o caraio do avião caiu na Av. Paulista.
Esqueçam essa merda. Se não foi coisa do Osama, não me interessa como diversão. E não quero ver entrevistas com aqueles porquinhos cor-de-rosa chorando.

Já viu que todo americano-classe-média tem cara de porquinho rosa? Que coisa...
Meninos e meninas, nas festas, nos bares e na night em geral – não peçam “suquinho”.
Se a galera está bebendo e você é abstêmio, peça um daqueles drinks de baixo teor alcoólico, ou no mínimo, um refrigerante. Suco, não. É o cúmulo da viadice. Ou da frescura.

Parece que a pessoa está querendo dar uma de superior, quando na verdade é tão somente fraca pra beber. Todo mundo pede a rodada de chopp, e aquela patricinha de twin set cor-de-rosa levanta o indicador mostrando a unha pintada com esmalte “inocência” da Avon: “pra mim um suuuucôôôô, por favôôôr...”. Nessas horas, a turma sente ganas de iniciar um linchamento, mas ninguém ousa sujar os punhos em semelhante porca. E estupro é crime hediondo.

Tem suco de quê?”, meu amigo gay pergunta. O outro responde que tem suco de p..., a turma cai na risada e o viado enrubesce... “Vocês são nojeeeentos, heeeiinnn?”.

Parece que as moças querem posar de educadas e “femininas”, e que os gays não conseguem beber um dry Martini sem capotar. Lógico, quem tá dirigindo não tem que beber NADA, mesmo. Mas se não for o caso, e você não quiser levar fama de fresca ou de fraco, pelamordedeus, peça um coquetel de frutas. Ou uma boa coca cola.

“Suquinho” é coisa pra se tomar no café da manhã. Na noite, consegue ser mais ridículo do que pedir um copo de leite.
Se quiser posar de geração saúde, filho(a), fique em casa à noite e durma antes das dez.

Por que todo mundo acha que eu estudo Publicidade?
Falem sério. Esse blog é porcamente escrito. Como disse o amiguinho do outro blog, eu cometo “deslizes”. É, adoro deslizar a mão na cara dos outros.
Mas vocês passaram longe. Eu VOMITO em estudantes de publicidade. Não estudo essa merda. Estudo uma merda ainda mais vomitável: LETRAS.

Vantagem: pelo menos na minha classe não tem ninguém achando que vai revolucionar o mundo com umas idéias de jerico na cabeça. Nem meninas querendo dar a perereca pra Guanaes e Olivettos.

Domingo, Novembro 11, 2001

i used to think you were
my pretty angel coming down
well now you’ve just proven me wrong
what about the letters we have written?
all the things we’ve said and done?
well I’ll just stand here while you
count the battles you have won
Um dos méritos desse blog aqui, foi ter humilhado solenemente essa porcaria aqui. O gentil cidadão que vomita essa desimportância se julga extremamente inteligente e articulado. No entanto diz que adora nazistas e que prostitutas deviam ser assassinadas. É ou não é um gentleman essa peça rara?

Well, well... Ele afirma, num dos posts, que "O mundo precisa de mais pessoas boas". Puxa. Essa calou fundo lá na alma. Um cara que diz que putas merecem ser esfaqueadas e acha garbosa a juventude hitlerista, é em essência um ser boníssimo. Daí pra queimar índio nas esquinas, falta bem pouco.

Playboys... Tsc.

Mais uma vez eu falando demais de mim para as pessoas.
Desculpem qualquer coisa aí.
Ah, esqueci de citar esses dois aqui na minha listinha particular de blogs dignos de um eca.
Esse e esse.
"Nada pessoal", viu, crianças?
Agora eu vou curtir o domingão. Té mais.
Esse menino, apesar dos pesares, é bom.
E sabe o que é melhor? Ele SABE disso.

Daí não precisa que a Revista da Folha, que a Domingo, que o caderno de Internet do Globo, que os zines virtuais digam isso pra ele. Mesmo que o mundo cague no que ele escreve/pensa/diz, ele é auto suficiente. Elogios fazem rir, mas críticas, nem fazem cócegas.

Gente que sobrevive de elogio é tão oca, que quando a barriga ronca, faz eco.
ECA.
Para a lambedora de castanha-do-pará que não sai desse blog nojento aqui, e que usa o vomitório virtual dela para criticar gente "revoltada" (a cada cinco posts da garota, dois reclamam disso), vire o disco, minha cara biscateira.

Vá ver se eu tô lá na esquina. Faça de conta que eu não existo (se conseguir). Além de traíra, você é BURRA. Pare de se esconder atrás desse verniz de menina suave, ajustada e culta. Você é tão somente comum, na acepção mais cruel da palavra.

Quando você me dizia que era incapaz de ter um blog porque não sabia escrever, eu não acreditei. Mas agora vejo que a sua humildade estava longe de ser modéstia. A única coisa que você é, em altas doses, é hipócrita, interesseira, falsa e covarde.

Tenha um bom domingo.
Listinha de blogs que exigem papel higiênico após a leitura...
esse, esse, esse, esse, esse e esse.

Tem mais, só que eu não lembro a URL.
Já que isso virou modismo, vamos brincar um pouquinho. E, como dizem os covardões, "essa é apenas uma opinião relativa à página em si, não é nada pessoal".
Alguém aí por acaso conhece a feirinha da Praça XV, no Rio? Fica próxima à estação das barcas, mas não tô falando daquela chique, não... Tô falando daquela que fica embaixo do viaduto, onde só dá podrão. Pois é, durante uns bons tempos eu vendi tralha ali. Camelô, saca?

No início dessa tal feira, até que rolam umas barracas legais. Selos usados, canetas tinteiro do século passado, algum artesanato, móveis antigos... Mas, da metade do viaduto em diante, começa o wildside, o lado sórdido da coisa. Mendigos sujos abrem sacos plásticos no chão, e depositam em cima deles toda a sorte de lixo. É verdade, eles fuçam lixeiras de condomínios chiques atrás de coisas pra vender.

O que eu já vi por lá? Barbies sem cabeça, bichos de pelúcia sujos de feijão e sangue, sapatos com buraco (maior do que a sola) na sola, telefones quebrados, fitas de vídeo e revistas pornô, tudo isso é vendido - e por incrível que pareça, é COMPRADO! Dificilmente alguma coisa custa mais de um real. E, quando custa mais, todo mundo regateia - e acaba levando por um real, mesmo.

Eu tava na pior, precisando fazer dinheiro rápido. Peguei todas as tralhas que tinha em casa e levei pra lá. Acordei às quatro da manhã pra chegar cedo e pegar um lugar legal, mas não teve jeito - fiquei lá atrás, junto com os mendigos (é que muita gente dorme ali pra guardar o lugar).

Vendi roupas usadas, meus tênis que não cabiam mais no pé, fitas de vídeo e CDs que eu odiava, bijouterias escrotas, coisas que ganhei e detestei desde o início...

A fauna... Tinha um colombiano que rodava a feira toda empurrando um carrinho de madeira com rodas de alumínio. O barulho daquelas rodas arrastando no chão era o fino do insuportável. As pessoas jogavam coisas no colombiano, ele fedia absurdos, mas nunca saiu da feira. O que havia dentro do carrinho? Nada. Ele era doido, e não vendia nada.

Tinha outra velha doente mental que só comprava brinquedos. Parecia ter dinheiro, pagava o preço que a gente pedia por qualquer coisa, mas antes xingava muito o vendedor. Eu já fui xingada também, mas vendi pra ela, por cinco reais, uma cabeça de Barbie (pra ele colocar na Barbie sem cabeça que tinha acabado de comprar...).

Foi uma época divertida. Ruim era andar da Central à Praça XV carregando um saco de 15 quilos de tralha nas costas, porque eu não tinha grana pra pagar duas conduções pra chegar à feira.

E o povo ainda acha que eu sou revoltada por marketing. Justo essa gente que paga faculdade, que tem micro top de linha, que tem cable modem, que frequenta bares da moda e usa camisa da GAP pra mostrar que é de "classe". É essa gente que diz que EU não posso falar mal de pobre.
Posso, sim. Vocês é que não podem. Não têm alcance para tanto, já que só conhecem um lado da moedinha.

O internauta padrão é uma besta cagada pela classe "mérdia", que leva uma vida mais merda ainda. Sem a menor possibilidade de merecer respeito, salvo, é lógico, as exceções de praxe que confirmam a regra.
Ah, sim.
Eu tive um só namorado (no sentido real da palavra) na vida, e estou (estive?) com ele durante os meus últimos cinco anos e meio de vida.
Devo ser mesmo uma piranha bem escrota, né não? Tenham piedade da minha pobre alma quando eu finalmente descer ao mais escaldante dos Infernos.

God Save the Bitch.
Achei esse post no Xaxim, de uma das minhas visitantes, e achei tão legal que resolvi dar um copy aqui. Resume também o que eu penso das pessoas...

Bem aventurados os que:
1- ...pensam que cachaça é água
2- ...são patys e a vida se faz num salão de cabeleireiro
3- ...sabem usar o LINUX
4- ...são Sandys e Juniors na vida e tem dinheiro pra se drogar geral (idéia não minha) e ainda ficar bonitinhos
5- ...tem cabelo liso
6- ...que tem moto (pq os q tem moto? -Pq pelo menos eles tem como ir ali na padosa comprar cigarro)
7- ...os bissexuais porque o leque de opção é 2 vezes maior. (é nóis na fita)
8- ...os que vivem na igreja e se realizam com isso
9- ...os que não vivem na igreja e se realizam com isso
10- ...os que são viciados em coca-cola e apreciam fanta uva (é nóis na fita de novo)

É isso. Seja bonitinho, saque de computadores e design, tenha o cabelo liso, se drogue escrotamente mas passe uma imagem clean, seja religioso na superfície pra agradar aos homens (porque a Deus, em tese, você não engana), tenha um veículo legal para poder fazer presença e comer mulher, e seja feliz para sempre.

E finja esquecer que o teu PRA SEMPRE é sempre CURTO. Seu câncer antropológico de MERDA!
Mau Mau, não rolou de eu conectar o ICQ. Se você tivesse Messenger...
Mas valeu pela força, e amanhã TODOS os seus giant mails serão respondidos, babe.
E quer saber de um segredo? Nem é tão segredo - eu sou viciada em críticas.
Parece que macho curte uma banha. Qual é o problema de vocês, porra?
Eu tava meio FAT (obesa) no início do ano - problemas de saúde. Nunca recebi tanta cantada, até de homem em carro importado. Homens que vomitariam em mim, em condições normais.

Tomei uma atitude. Fechei a boca e perdi oito quilos. Parei com o remédio que estava me deixando pesada feito uma cachalote. Copiei a dieta do Serfaty de uma amiga. Comecei a ver os pneus sumindo, as pernas esguias de novo e a barriga encolhendo sem que eu fizesse esforço.

Resultado? Passei a ser solenemente ignorada nas esquinas... Legal.
FODAM-SE. Eu amo olheiras, amo ossos aparentes. Amo aquela sensação de desmaio provocada pela fome, acho "chique nos úrtimo" barriga roncando. Quer coisa mais linda do que entrar num jeans tamanho 14 anos sendo que você tem 1,72m de altura??

Eu vou continuar perdendo peso até virar um palito de churrasquinho miau.
Meu passado é LINDO.
Meu presente é LIXO.
Meu futuro é LIMBO.
Músicas que me deixam docemente deprê...
Being Boring, do Pet Shop Boys. Vocês lembram do clip? Rodava muito na MTV, assim que ela apareceu no Brasil – e foi a sua melhor fase. O vídeo era uma obra de arte em P&B, eu amaria estar naquela festa. Parecia que todo mundo ali tava muito feliz da vida, todo mundo era muito bonito, bem amado e bem resolvido, mas a música parecia dizer que aquilo tudo era só fachada para esconder os achaques existenciais que iam nos corações de cada uma daquelas caras lindas.

Tem um trecho em especial que me derruba... Mas derruba prazerosamente.

now i sit with different faces
in rented rooms and foreign places
all the people i was kissing
some are here and some missing
in my nineteens, nineties
i never dreamt that i would get to be
the creature that i always meant to be
but i thought, in spite of dreams
you’d be sitting somewhere here with me


Parece-me tão real e triste... Depois da juventude de farras, futilidades e volubilidades deliciosas, o sonho acaba. E é quando ela vem, a realidade, que não faz força nenhuma pra esmagar, e esmaga por isso mesmo. Ela é superiormente acachapante, a filha da puta! E todo mundo que era o melhor amigo de todo mundo, hoje em dia nem lembra os nomes uns dos outros. E é como se o cara da música não estivesse, no fundo, nem aí pra isso, aquela decadência toda, se pelo menos AQUELA pessoa estivesse do lado dele.

Só que ela também não estava. Putz.

É essa uma daquelas músicas que vão ficar na nossa listinha de coisas boas da vida para toda a eternidade, e que a gente não tem a menor vergonha de admitir pra todo mundo, mesmo que todo mundo ache uma merda.
Recebi esse e-mail aqui. E não entendi. A resposta voltou, espero que o remetente leia e me explique:

Você tem um site? Ele ainda está ativo? Se estiver mande-me a URL. Agora quanto ao pessoal do fórum você só está perdendo tempo brigando com eles, pois não tem uma maneira de fazê-los mudar de idéia (talvez se colocar o cano de uma 12 na boca de cada um...), pois eles se sentem superiores a você, apesar deles estarem seguindo o seu estilo ao criticá-la...

Primeiro, amigo, quem és tu?
Depois, de QUE fórum falas?
E finalizando - gente que se acha melhor do que eu (quem quer que seja) tem que ter parentesco com Satanás ou Jesus Cristo, para merecer algum crédito.

Se não for o caso, eu mando à merda. Mande também.
Quanto a essas pessoas que desconheço estarem seguindo meu estilo, normal. Estou acostumada a fazer escola, nasci pra trend setter, não tem jeito... O problema é que, nessa minha escola, os idiotas só levam bomba.

E obrigada pela mensagem. A URL é essa aqui – é o único site que possuo, atualmente (os outros são secretos).
Porra, eu AMO Roy Orbison!
Tem cada interpretação que é de chorar... E, em se levando em conta a vida miserável que o cara teve, elas se tornam ainda mais dramáticas e densas.
Coisa muito boa... para poucos.
Hoje meu humilde bloguinho foi citado no piores blogs.
O camarada diz que não, mas é evidente que me desceu o porrete só porque eu falei mal dele aqui. Meu blog existe há mais tempo que o dele, e curiosamente foi "analisado" e incluso na tal lista de piores blogs justamente depois que eu disse que o blog dele era chato.

E é, mesmo. Devia estar na própria lista de piores blogs. Mas eu gostei da crítica que foi feita ao Terrorista. Ele estava PUTO de ódio, mas fingiu muito bem uma imparcialidade que não tem.

Não quero comentar sua opinião que tem todo o meu respeito, mas apenas alertar que seus leitores merecem um pouco de atenção no caso de comentar e citar explicitamente o nome de um blog. Não se trata de publicidade e sim princípio ético, o que com certeza uma "terrorista" não deve ter mas faço valer a observação.

Ética? Eu nunca afirmei ser isso. Sou aética por natureza. Mas quem é esse imbecil pra falar em "respeito por outros blogs" já que ele usa o espaço que tem para falar mal de outras páginas? Ou seja, ELE pode fazer um blog com o único intuito de meter o pau nos outros, DESDE QUE ninguém meta o pau no blog dele, correto? Corretíssimo! Brilhante interpretação de ética.
No mais é apenas um bobo irrelevante compondo um blog idem, achando que escreve bem e fingindo ignorar o fato de que, daqui a algumas semanas, o blog dele não vai ser mais novidade e vai pro limbo.

Mas obrigada por dizer que escrevo bem. Escrevo mesmo, mas esse blog de merda aqui não é reflexo disso.

Só pra finalizar, uma consideração: em se tratando da lista de blogs que o camarada considera como sendo "excelentes" (Roberlan, Apartment 302, Mulher de Fases, Alucinada, InternETC), é uma HONRA pra qualquer um entrar pra lista dos piores.


Sábado, Novembro 10, 2001

E, não esquenta não, FRAX. Não vou "popularizar" a Lenore - quem sou eu.
Apenas eu tinha esse título de hp da menina morta faz tempo, e a Lenore caiu como uma luva para ilustrá-la. Only that.

E ser udigrúdi por opção é lindo. Mas se a gente passa a ser assim por obrigação...
(e se os retardados passarem a gostar, ótimo pra eles - melhor isso do que a gente passar o resto da vida tendo amigos fãs daqueles desenhos nojentos do Cartoon Network).


Há um lugar no INFERNO para mim e meus amigos.
(e eu não estou nessa foto, thanks God!)
Já tá passando da hora de alguém zunir com Os Normais do ar. Perdeu totalmente o tesão.

Qual é a graça de ficar exibindo a tábua torta da Fernanda Montenegro de calcinha e sutiã? Porra, a mulher já parece uma lombriga anêmica, e ainda a colocam seminua (com aqueles conjuntos de malha em cores berrantes sem o menor sex appeal, cujas calcinhas parecem ceroulas).
E a plástica de nariz do Luiz Fernando foi a primeira que vi a deixar o nariz mais BATATA do que o original.

E agora todo episódio termina dentro de um carro, com o "Casal Zero" dizendo asnices.
Fora do ar, JÁ! Coloquem um campeonato de RPG no lugar.
Que merda é essa? Tentou fazer coluna social e deu nisso...

Sei lá, já tinha ouvido falar no Piores Blogs, fui ler achando que fosse me divertir, mas é bem chatinho. O "editor" parece ter um certo padrão formatado de o que deve ser um blog legal.

Gente, esqueçam blogs.
Mas um mérito desse blog foi ter catapultado para a lista dos piores o blog da tal da Deb Furbid em NY - possivelmente tocando violão na 42.
Boi, se é pra foder, tem que radicalizar.
Sugiro que seja criado um blog intitulado: Os Blogs mais Podres do Ilha.
Hospedado pelo próprio Ilha Blog, que é pra ficar mais cool.

Sexta-feira, Novembro 09, 2001

Eu vou fazer outro blog ainda pior que essa merda, e não vou dar o endereço a puto nenhum.
Primeira noite de sono na casa nova.
Primeiras coisas de um resto de sempre que a gente nem sabe se será eterno.

Primeiro café da manhã. Primeira refeição completa – primeiro arroto (não o meu, eu sou insuportavelmente chique).
Primeira chuva na casa nova. A gente fica ouvindo o barulho, e nota que na casa nova o barulho da chuva caindo é diferente – tá, é porque bate em outros lugares, mas a gente fica propenso a ser místico e a acreditar em chuvas diferentes.
E aí abre um Chivas na chuva. Primeiro whisky decente na casa nova. Chega de beber acetona.

Primeira faxina na casa nova – fiquei de fora, não tenho talento pra doméstica.
Primeiro Trakinas Colorido comido na casa nova – bem, nesse caso foi a primeira vez na VIDA. Achei uma titica.

Primeira blogada na casa nova. Primeira cagada também, o que dá na mesma.
E não vai ter primeira trepada porque eu sou decente, e porque moro com mamãe. Primeira segunda feira.

Primeiro tombo na casa nova – na escada pro terraço. Primeiro pesadelo, primeira mordida de mosquito - aqui tem muito, atrás da casa há um terreno da Marinha, é até bonito todo aquele verde, mas aparecem alguns insetos estranhos... Não incomodam demais.

Primeiro dia na casa nova. Último dia na casa velha – ela também já teve um primeiro dia, mas ele hoje não conta mais como primeiro nada. E esse também, futuramente, não contará.
E, pelo amor de Deus... PAREM com esse papo de prostituição infantil, ou pelo menos sejam mais razoáveis.
De uma vez por todas: piranhas de 15 anos não são mais crianças!

Se ela não trepar pelo dinheiro, vai trepar com o namorado canalha, que lhe encherá de chifres e doenças impublicáveis.
Em se pensando na qualidade dos homens que assola o planeta atualmente, eu prefiro o dinheiro.
Ponto do ônibus, hoje. Dez e tantas da noite.
Dois casais de namorados à minha frente. Um casal todo bonitinho, abraçadinho, normal. Os outros dois se agarravam, beijavam estalado fazendo barulho, se apertavam e ficavam se atirando de um lado pra outro. O casal normal era normal, mesmo. O casal grudento, como não podia deixar de ser, era FEIO. Uma gordinha barriguda com cara de sapatão teen (sapateen?), e um crioulinho magricelo.

Podem checar na prática.
Todo casal excessivamente grudado e ostensivo é formado por sapos. Sapo e Sapa. Parece que, em se sabendo medonhos, ficam dando espetáculo com o único propósito de mostrar pro mundo: "ei, olha só - eu sou um MONSTRO mas arrumei namorado!!".

Tsc. Eu daria raticida a essas pessoas, mas mortas elas devem feder ainda mais do que estando vivas.
Ou não, né?
À minha meia dúzia de little friends on the web, i'm soooo sorry. Desculpem o lag nas respostas dos emails, mas é que além de não parar em casa durante o dia, preciso estar numa de curtir pra responder mails... À fórceps não rola.
V O L T E I.
Oi, Flink! Com mais calma respondo seu e-mail, já deu pra sacar que vai ser divertido!

Mas, a resposta é não. Não participo mais de blogs coletivos. Além de isso ser meio nerd, não tenho mais tempo sobrando.
E, à exceção de algumas pessoas decentes (quem é, sabe), os participantes do seu blog fedem a mijo envelhecido. Não posso me miscigenar com caboclos metidos a headbangers. É demais pra mim.

E eu tenho cabelo comprido. Headbangers têm piolhos, e usar Kwell seria uma mancha irreparável na minha linda biografia.

Volte sempre.
"Muitas garotas mal-amadas usam o blog pra aliviar as frustrações de uma vida sem relacionamentos sociais e/ou sem sucesso no emprego, estudo ou no que quer que seja, usando uma carapaça de "Eu sou fodona".

Alguém disse pra ele que ele era engraçado. Não é que o tapado
acreditou?
Quem? Esqueçam. Não vai ter link, não. Brinquem de dar search no Google, quem sabe não acham a fonte (de esgoto)? Mas, na boa - não vale esse trabalho.
Marcos Mion processando o Cocadaboa por tê-lo caluniado. Cacete. Não disse? Isso é tesão de argola recolhido.

O Cocadaboa não fede nem cheira. De ONDE o Mion foi arranjar cara de pau para ver naquele site alguma relevância? E será que esse viado asqueroso não sabe que processo contra calúnia e difamação aqui no Brasil não dá em NADA? Basta, na maioria dos casos, um pedido de desculpas público. E depois, o caluniadoR dá uma bela RISADA e continua metendo o pau no idiota... Aí vem novo processo, novo pedido de desculpas... Ufa. haja saco - e de filó - pra aturar tamanha putaria.

O Mion deve estar chateado. Queria que metessem OUTRO tipo de pau nele. Como o pau que entrou foi o verbal... Não que os barangos do Cocadaboa tenham essa fluência e capacidade destrutiva, mas...

O Mion deve estar sendo MUITO mal comido pela Babi; a bonequinha de porcelana não sabe em que orifício é pra enfiar o vibrador - ou qual é o lado certo. Bem feito. Aquela ex-mulé do Mion, Patrícia Coelho, tem cara de sapatona. ELA deve saber.

Mas como ela é nada e o Mion ficou "famoso"... ela foi trocada pela famosinha insossa.
Coisas da vida (imunda).
Estou começando a pegar ódio de viado.

Não adianta, eles não gostam de mim. Nem eu deles. Respeito a opção trepacional deles, mas porra, porque essa animosidade contra à minha gentil pessoa? Olha, pouca gente me acha bonita, mas a viadada me acha linda (péssimo sinal). Daí pra arquitetarem invejinhas e ciúmes de bofes comedores de cu é meio caminho andado.

Eu não tenho nada com a vida (?) de vocês, crianças (??). Ofertem o rabo para quem quiserem. Distribuam HIV para a legião de semi-bichas que se acham homens pra cacete enrabando gays. Mas me deixem fora dessa. Vão dar chiliques noutra freguesia, porque eu realmente ODEIO chiliques, cacete!!! Eu tenho um santo remédio pra crise de histeria de homossexual querendo pênis: TIROS DE FUZIL.

E a minha mira é excelente. Um tiro bem no meio do orifício anal é mais que suficiente pra vocês irem fazer trottoir no purgatório.
Finalmente, casa nova.
Sei que algumas pessoas estão acompanhando com interesse essa novela... Estou dizendo “vou me mudar daqui a uma semana” desde julho desse ano. O que ia levar cerca de quinze dias para ficar habitável, só foi terminar cinco meses depois, em pleno feriadão de Finados. Meu primeiro dia nessa nova casa, o dia dos mortos.
Ainda há algumas coisas a serem feitas/finalizadas, mas a casa já mostra a sua cara definitiva.

E farei o possível para só me mudar de novo depois de milionária. Porque então saio de casa levando só uma malinha com as roupas. Pobre quando se muda leva as torneiras quebradas, o papel higiênico que está em uso no banheiro, leva até as coisas que sabe que vai jogar fora. É a pobreza manifestando o seu lado possessivo e precavido: já temos tão pouco, não se pode perder NADA.
Depois que dinheiro não me for mais problema, saio levando apenas as chaves do carro. Isto é, se eu não trocar de carro também, e ir de táxi.
Observem isso. É hilário.
Minha amiguinha TPM Forever voltou à ativa em high style.

Mirem melhor, meninas, mas está divino, à altura de divas. E podem colocar o nome dos blogueiros a quem vocês estão malhando, mesmo.

Só idiotas como o Marcos Mion abrem processos conta blogs. Putz.
Não tinha o que fazer no feriado.
Fiz isso.

Tsc. Minha patologia está começando a me preocupar.

Quinta-feira, Novembro 08, 2001

Estou bodada. Sério.
Essa casa é daquelas que dão tédio. Pior: me mudei num feriado. No feriado de Finados. Estava chovendo – aquela chuva que não acaba nunca. A rua, nos feriados e fins de semana, parece um cemitério. Terrível.

Terrível? Porra nenhuma – lindo. Adoro silêncio, adoro ruas vazias, adoro feriado de Finados (é raro a pobretada usá-lo pra fazer churrascos fedorentos de asa de galinha e tocar pagode pros sogros e cunhados, e depois emporcalhar o banheiro alheio com diarréia explosiva). Adoro chuva fina e eterna.
Adoro depressão.
Se eu por acaso agir mal com você, aja bem comigo. Mostre-se superior, ganhe de mim.

Pérola dita pelo meu namorado, dia desses, depois que outra mancada monumental dele entra para os nossos arquivos. Eu continuo ganhando em número, mas ele vence com sobra em qualidade. Empate técnico. É um filhodaputa rematado.

Não quero ganhar porra nenhuma. Isso não era pra ser uma competição, e sim um relacionamento. Se ele quer brigar, que compre um joão bobo - vocês sabem, aquele boneco de plástico inflável, que por mais que a gente esmurre e atire ao chão, ele sempre fica de pé de novo...

Não quero vencer ou perder, quero paz e ser feliz. Com ou sem alguém, com ou sem dinheiro.
Porque, pra ser feliz, a gente não depende de nada, nem de ninguém – felicidade não é circunstancial. Ela independe de coisas e pessoas, porque quando a TRISTEZA vem, ela também não depende de coisas e pessoas.

Mas para raciocínios estragados, a vida é um palco de luta livre. Tem sempre um que sai aplaudido por todos, e outro que fica de olho roxo, jogado a um canto. Para o vencedor, faixa de campeão e prêmio em dinheiro. Para o loser, sobra apenas uma garrafa d’água e gelo para os hematomas.

Êta vida besta.
Vocês acharam MESMO que eu tinha caído do caminhão.
Se foderam de novo.
VOLTEI.

Domingo, Novembro 04, 2001

Quase de volta.
Já estaria, se não tivessem rolado uns pepinos por aqui - problemas na extensão do telefone pro meu quarto.

A mudança? Não foi muito traumática, não.
Daqui a breve (um ou dois dias), atualizações aqui.
Se é que alguém ainda se interesse pela vida dessa pobre alma.

Terça-feira, Outubro 30, 2001

Último post da temporada, pessoas. Amanhã desligo a linha do telefone.
Volto depois da mudança; se eu sobreviver a ela.

Sei que muitos de vocês adorariam que eu caísse do caminhão de mudança, e que as rodas fizessem minha cabeça virar pizza.
But I'll be back. Mesmo porque, se o Blogger é um inferno, deve haver jeito de blogar quando eu estiver dividindo o (a?) beliche com satã.

(continua valendo o escrito, se você não quiser perder seu tempo entrando à toa nesta página, envie email para devildust@bol.com.br e eu serei legal de avisar que sobrevivi. Ou não...)
Até daqui a pouco, amiguinhos (???).
música: turn (travis)
frase: O otimista diz que nós vivemos no melhor dos mundos; o pessimista teme que isso seja verdade.
Não disfarça, não. Eu sei.
Você passou a tarde toda de domingo assistindo ao VT do casamento da Carla Perez e do Xandy no programa do Gugu.
O amor não é medonho? A Carla cheia de espinhas na cara (nem a maquiagem escondeu) e o Xandy tirando os sapatos no meio da cerimônia. Pensei que ele fosse começar a gingar diante do padre. Ou que fosse matar toda a assistência com aquele chulé made in Bahia e temperado com dendê...

Ponto alto da transmissão: o Gugu perguntando à Carla onde ela tinha feito a Camilly Vitória (pra quem não está acreditando, SIM, esse vai ser o nome do bebê). E a Carla: "eu acho que foi na Disney". E o Gugu perguntando COMO ela tinha feito o bebê. E a Carla sem graça, ficando preta de vergonha (baianos não ficam vermelhos). E o Gugu: "foi com aquela brincadeirinha de enfiar o caminhãozinho na garagem?".

Fica chateada não, Carla. O Gugu estava com inveja. Queria que um Scania 2001 entrasse TODO na garagem anal dele.
Eu não mereço assistir a uma coisa dessas.
enjoada. E tô de péssimo humor.
Será que teremos baby Belle a caminho?
Se for, com "pais" como esses, eu vou ser mamãe do anticristo.

Se alguém souber de uma lojinha de bebês que venda artigos resistentes a altas temperaturas, favor me dar um toque.
Meu diabinho vai ser QUENTE.
Gostar de rock não faz de ninguém especial, nem inteligente. Mas muita gente pesa que faz, sim.

E para esconder a burrice e a falta de personalidade, se fantasiam de metaleiros e passam a detratar funkeiros, pagodeiros, sertanejos e afins. Não percebem que não são assim tão melhores que eles.

Conheci altos boçais circulando suas camisas-pretas-de-banda e sacudindo seus longos cabelos negros (adubados sabe-se lá com o quê). Eu gosto, também. Nem por isso vivo por aí fantasiada de roqueira (coleira de cachorro no pescoço, roupa preta mesmo no calor, no casamento da irmã ou na hora de dormir), grudada no meio de uma gangue de clones de mim mesma e me achando melhor do que o resto da humanidade por ter um "grupinho".

Um belo dia o grupo se dissolve (trabalho, casamento, filhos e caretice chegam para todos, ainda que em doses homeopáticas diárias...), você esconde suas camisetas do Iron Maiden no fundo da gaveta mais remota e menos usada do seu armário, e diz a si mesmo: "the dream is over, vou arrumar um trabalho, mulher e filhos".

Isso porque não era a música que corria nas suas veias, mas sim a necessidade de fazer parte do gueto no qual você achava que estava se protegendo, quando não via que estava era se escondendo e se anulando...

Sejamos mais normais. Vou ao McDonalds de vestido e chinelinho comer McLanche Feliz (é o mais barato, porra...), e ninguém desconfiaria que eu fosse uma “rocker”, se não surpreendesse o som que sai dos fones do meu walkman. Tiro-os por um segundo para ouvir o papo dos "camiseta preta" ao meu lado, e eles criticam o Kiss... Bela bosta o Kiss, mesmo, mas tenho certeza de que vão falar de rock e bandas durante todo o anoitecer. É isso que eles esperam contar para os seus filhos sobre a sua juventude? Que passarem os anos de acne sentados numa mesa de praça de alimentação vestidos de Marylin Manson e Morticia Adans, pregando suas crenças musicais para os infiéis do pagode?

Sou roqueira, sim. E não curto criança. Mas se fosse ter filhos, eles teriam melhores histórias para ouvir de mim.
Roqueiros de butique: unam-se e MORRAM!
Rádio Cidade tocando Janis Joplin?? E Summertime, ainda por cima? Delícia. Inacreditável.

Dia de glória fulgurante na faculdade, hoje. Apresentação do meu seminário. Professores destilando saliva. A turma não entendendo nada do que eu dizia - pra mim, é perfeito, já que eles só entendem de coisas verdes que crescem em terra firme. Capim, sendo mais didática.

Devo tirar dez nos seminários, e serei sincera aqui se por acaso tirar nove e meio. Mas essa é uma possibilidade remotíssima.

Hoje uma frustradinha me mandou um hate mail me chamando de merda por eu ser arrogante. Disse que humildade é necessário. Um MAL necessário, né fofa? Só que pra mim ele é absolutamente desnecessário.

Sabem quantos hate mails me chamando de estúpida eu costumo receber todos os dias? Já pensaram se eu fosse levá-los em consideração? Se eu fosse mesmo me achar estúpida por conta da opinião desses recalcados? Se fizesse isso, me acovardaria diante de muita coisa, não teria sido brilhante nos meus seminários e não teria do meu lado somente pessoas venenosamente inteligentes.

Sabe quantas pessoas acham Machado de Assis um idiota? Sabe quantas pessoas acham Drummond um velho babaca? Imagina se esses dois tivessem dado ouvidos à essa legião de Nadas. Teriam se sentando no meio-fio, choramingando lástimas e balançando a cabeça: "eu sou um idiota!" ou "eu sou um velho babaca!". Falem sério. Quem precisa de humildade é porque não acredita no valor que faz de si próprio, ou precisa que os outros lhe imputem algum. "Os outros" nunca me serviram de mola propulsora pra nada - a não ser pra escrever post aqui quando estou com preguiça de pensar em algo melhor. Não peço conselho nem pra escolher cor de roupa na loja. Peço ajuda quando preciso. Conselho? Tsc. EU decido.

Se a professora me der ZERO no seminário de hoje, vou continuar me achando o máximo. Ela tem direito à opinião dela. E eu, de manter a minha.

E humildade é o que faz os Nadas sentirem-se superiores (quando não mascara arrogância infundada).
Tá bom...
Meninos, vocês acham mesmo que as meninas de vocês não têm fantasias com outros caras na sua companhia?
O imaginário feminino é vastíssimo. O masculino é do tamanho de uma alcaparra moída.

E aí? Quem está enganando quem?
A diferença é que vocês põe a coisa em prática, depois de concebê-la por instinto.
Acabo de assassinar a Paula Lavigne. Empalada.
Estou passando pra mp3 os berros dela agora. Se alguém estiver a fim, mando por email.
Aviso: o arquivo tá bem grande. Ela gritou por doze horas seguidas antes de morrer.
Se der, depois rola um FTP.

(tem que haver uma explicação para esse ódio. Ela deve ter me roubado um namorado bem rico e gostoso numa outra vida. Se bem que, feia daquela maneira, nem haveria como).
Sem saco de escrever qualquer coisa, aqui.

O dia de desligar esse telefone está chegando. Quem enviou email pro cadastro será avisado quando eu retornar.
Quem não mandou, pode continuar me visitando a esmo. Vou amar umas visitas novas no contador quando voltar das férias.

Domingo, Outubro 28, 2001

O sabadão foi proveitoso.
Assistindo quinze pessoas que não sabem beber vomitando até as tripas. Percebendo que passei incólume por essa fase, por sempre ter bebido com responsabilidade, me acostumando aos poucos aos malefícios da bebida.

O álcool é uma toxina. Das mais gostosas, mas ainda toxina.
Newbies, peguem leve. Os hepatócitos agradecem o retardo na cirrose.


Essa é do Marcelo Nova...
"Por que não existem mais roqueiros com cara de bandido?
Porque o mundo está cheio de bundão. Um dia me mostraram uns troços ingleses desses e fiquei com enjôo. Nego chorando porque o sucrilhos estragou."

Ora, Marcelo, vá tomar no cu.
Concordo que bundões sejam matéria das mais inúteis e fétidas. Mas, porra, quem enfiou nessa sua cabeça que roqueiro tem que ter cara de bandido?? Que deve usar camisa preta, abster-se de banho, ser feio e revoltado com o mundo?

Não fode - eu uso vestidinho, eu adoro Barbies, amo a Hello Kitty e ouço Black Sabbath.
E aí? Encara ou sai fora?


Odeio formadores de opinião.
-> Esse livro você tem que ler!
-> Esse disco você tem que ter!
-> Esse filme você precisa ver!

O cacete. Quem essa gente acha que é pra enfiar goela abaixo do alheio as suas preferências? E mais preocupante: quem eles pensam que NÓS somos? Um rebanho de gado manso que vai falar amém pra tudo o que eles dizem? Quem é que acha esses merdas relevantes? Você? Por favor, não me diga que sim!

É isso. Leiam (ou não) o que lhes der na telha. Assistam (ou não) ao que lhes interessar. Ouçam (ou não) o que tiverem vontade. E caguem pra qualquer babaca que vier com tendências e hypes pra cima de você. Eu ouço U2 até hoje, por mais que me digam que é datado, que aquele disco falando de guerra é coisa de irlandês surtado.

E, se você acha que algo que eu tenha dito aqui foi uma dica, leia de novo - você entendeu ERRADO. E se mesmo depois de reler, continuar achando que eu estava tentando formar a sua opinião, mande-me à merda.

Ou sei lá, assuma sua porção imbecil e faça o que eu disse. Juro que não cobro royalties.
música do dia: the game, echo & the bunnymen
frase de hoje: Não se preocupe com o que os outros pensam de você – eles estão muito ocupados preocupando-se com o que você pensa deles...
No Limite terceira edição. Pfe.
Na primeira havia a graça da novidade – eu perdi muitas noites de domingo assistindo àquela josta. O que me salva é saber que noites de domingo são uma merda, mesmo.

Mas o negócio é mal feito, não mede resistência de ninguém (é só um teste pra saber se você é simpático, se os outros participantes vão te expulsar ou não e se você consegue se equilibrar numa corda e comer porcaria). Na maioria das vezes, pessoas aptas a vencer foram eliminadas porque os adversários tinham medo delas – assim ficava fácil. Achei uma enrolação.

Nem imaginava que eles tivessem a cara de pau de montar outra palhaçada igual. Foi então que surgiu das trevas o No Limite segunda edição. Escolheram muito mal as pessoas, uma cambada de gente feia e sem carisma. Resultado: a audiência foi pro ralo. Muitos hoje em dia nem lembram quem ganhou o segundo, apesar de lembrar que a baleia cachalote da Eliane venceu o primeiro programa.

O que fazer depois de um fiasco? Desistir, né? Não! A Globo não dá o bracinho porco a torcer. Terceira edição. Dessa vez o jabá está patente. Pegaram um monte de gatinhas loiras, um modelos gostosos, e pra não ficar muito óbvio, dois ou três coroas. Nas chamadas para o programa, eles mostram as putinhas de biquíni, com a bunda em direção às câmeras, os caras de cueca apertada (pra comunidade gay babar, já que mulher não dá audiência pra esse tipo de atração). Escolheram a dedo “gente bonita” pra ver se dá ibope, e obviamente todas as garotas já têm vaga garantida nas páginas da Playboy, Vip, Trip e semelhantes – faz parte do show.

Gente, desistam. O programa É chato! Acabou-se a graça, a novidade, e não é esfregando bunda de mulher na tela que vocês vão mudar essa verdade incontestável. Mesmo porque pra transformar bunda em audiência, é preciso que a mulher seja gostosa, e não bonita. E de gostosa, ali, nem a comida. Sei lá, coloquem novela aos domingos, também. Pra ver mulher de biquíni é melhor ir à praia, e pra ver homem bonito, é só sentar nas escadarias da faculdade de Direito da UFRJ.

E a gente ainda pode ir dormir mais cedo no domingo.
O problema nesse blog leeeeeento é coisa do site do Bravenet - de onde vieram meu contador de acessos, a mail form e o guestbook. Ou seja, está de difícil a impossível abrir o Terrorista - pra mim, ao menos, está impossível.

Um truquinho básico: se essa titica começar a demorar a abrir, clique no botão "parar" do seu browser. Os últimos posts não carregam, mas eu suponho que vocês já devam ter lido, né? E, se não leram, é porque não interessava, mesmo. Ball ahead.

E não mandem email me xingando de vaca exibicionista porque eu mantenho posts dos últimos 30 dias na mesma página. Convenhamos: fica mais pesado, mas pelo menos o povo . Quem tem saco de ler arquivo de blog? EU não tenho - só quando o blog interessa muito. E não é o caso do meu.

Não tenho culpa dos problemas sexuais dos mantenedores do Blogger e do Bravenet. Mandem hate mails pra eles.
Por falar em homem bonito...
Se eu fosse a Jade Capitu, ficava com o marido muçulmano ao invés daquele bolha do Lucas Diogo.
O Dalton Vigharista é móóóóito mais gostoso que o Murilo Benício. E o Murilo anda interpretando que nem um poste.
Se na versão original, feita por Deus, é essa merda, imagina o que não vai ser o clone?
E eu sou a favor da clonagem humana, desde que haja uma regulamentação. E vocês?
Ih, meninas, não queiram ser modelos, não...
Reparem - toda modelo é torta, e sem o binômimo miraculoso make-up/photoshop, são barangas às vezes até mais espinhentas que você. Não têm tempo pra namorar, não podem ir à praia, cultivando aquele look anoréxico desbotado com sex-appeal ZERO, e pior: não podem entupir o estômago de besteira.

Ah, claro. Se você quer arrumar muito dinheiro e poder mandar tudo pra casa do caralho quando fizer 25 anos, tá valendo. Mas até lá, já sabe.

Eu nunca tive esse sonho, pois na idade em que ele se manifestaria, eu estava sentada num boteco cu sujo bebendo aguardente misturado com fanta laranja (é gostoso, experimentem!), e comendo amendoin torrado (daqueles que vêm em cones de papel pardo, imundos mas salgadinhos...). Eu queria ter espinhas porque toda roqueira era espinhenta, eu eu achava fashion. Mas nunca ganhei nenhuma. Pelo menos a minha bunda é chata. Nenhuma roqueira que se preze pode ser popozuda.

Ah, a Giselle Bucho namora o Leonasno DiCaprio? E daí? Aquele branco azedo barrigudo e espinhento?? Não se iludam, filhas. O binômino make-up/photoshop TAMBÉM trabalhou pra ele em Titanic.

Sábado, Outubro 27, 2001

Ah, a mail form está, aparentemente, funcionando. Mandem mensagens de teste, plis.
Retribuo a gentileza com pacotinhos de Anthrax colorido. Especifique a cor preferida na sua mensagem por favor (temos disponíveis preto funeral, azul paraíso, vermelho sangue, marrom necrose, cinza defunto e amarelo cadáver).
Vou pra night, criançada. Aqui perto, mesmo, mas "vale a visita", sim.
Não uso drogas. Nunca usei, nem uma cheiradinha inocente, pra “ver qual era”.
Caretice? Falta de oportunidade? Não. Sei lá, acho que não ia gostar.
Ademais, marijuana me faria gastar uma grana que não tenho. Às vezes periga não ter o da passagem, imagina se tivesse que usá-lo para acertar contas com traficantes?

Gastar grana seria terrível. Me envolver com gente barra pesada, ainda pior. E correr o risco de ir em cana, seria o clímax da desgraça.
(mas eu adoro cheiro de maconha em shows de rock...)
Sábado de novo... again, and again, and again...
Na verdade o sábado acabou de começar... No meu coração ainda é sexta.

Amanhã amanhece o sábado, e não vou poder fazer nada de bom. Tenho que imprimir trabalhos da faculdade, e a impressora pifou. O dia vai ser gasto numa perambulação à casa dos “amigos” que têm impressora.

Lá pela quinta ou sexta residência visitada eu talvez consiga imprimir as seis folhas do trabalho. Sabe como é, né? É fácil dizer que a tinta do cartucho acabou, que a impressora está com problemas, que a porta LTP1 não responde, qualquer linguagem técnica dessas, que seja boa pra disfarçar a má vontade.

Amanhã eu podia ir ver o mio amore. A idéia de uma visita surpresa passou breve pela minha cabeça. Levar umas frutinhas, uns CDs, e já que ele não gosta de sair de casa, uns vídeos legais e pipoca (Deus, eu só penso em comida!!).

Mas... pensando bem, o que eu ia fazer lá, mesmo, afinal? Arrumar briga? Aturar cara feia sem motivo aparente? Ouvir críticas bobas sobre coisas que poderiam ser relevadas?

Ah, que se foda. Não vou brincar de gueixa amanhã, não. Vou ficar em casa e jogar Playstation, que é mais negócio!

Sexta-feira, Outubro 26, 2001

Tem palavra mais feia que calcinha? E cueca, então? Ugh.
Deviam inventar uma denominação menos escrota pro nosso underwear de cada dia.

Pior é usar essas afrontas da língua portuguesa para apelidar as pessoas. Mulher é “calcinha” e homem é “cueca”. Algo tipo: "a calcinha falou pra outra calcinha que tava afim de dar uns pegas naquele cueca malhado da academia”. Ando ouvindo muito disso entre o povo daqui do Rio. Eca.

A gente já é tão desvalorizado em tantos aspectos, ainda tem que ser reduzido ao que usamos por baixo da roupa? Velha gorda é o quê? Calçola. Velho babão é o quê? Ceroula. E viado, hem? Cuecão de couro! E sapata? Sungão unissex...

Ah, Belle, relaxa. Rotular é divertido, mesmo! E by the way não é contigo. Você às vezes nem usa calcinha. Coisa chata... Se bem que há cuequinhas de menina. Não têm aquela abertura pa-vo-ro-sa e são justinhas. É, talvez eu compre uma e use como short pra ir à padaria. Quem sabe apelando eu faça algum sucesso?? Rárá!
O blog tá pesado, né? Não sei o que houve!
música de hoje: Rinoceronte na Montanha de Geléia (Violeta de Outono)
frase do dia: Se você não é parte da solução é parte do problema.
Agora vou dormir.
A conta de telefone chegou em 180 pratas. Sorte que meu padrasto é um carcamano compreensivo. Se fosse meu pai, nesse preciso momento eu já teria levado tanta porrada que não estaria valendo 180 reais. Ou seja - nem me vendendo ele conseguiria pagar a conta do telefone.

O iG não parece mesmo ser um provedor local aqui. Não com esse "resultado meigo" na conta telefônica!

Amanhã vou levar minha gatinha Chantilly à SUIPA. Retirada dos pontos da cirurgia de esterilização. Madrugar... Coisa boa. depois ainda tem apresentação do Seminário de Língua Portuguesa. E prova de Filosofia. Gostaria de poder remover o dia de amanhã da folhinha do calendário. Até posso fazer isso, simbolicamente. Mas o dia 26 de Outubro de 2001 vai amanhecer do mesmo jeito. Com direito a horário de verão e tudo.

Gostaria de ser uma prostituta dinamarquesa. Por quê? Sei lá, oras. Amanheci com essa idéia, hoje. E hoje, qualquer coisa seria melhor do que ser o que sou.
Coisas bregas/doidas que vou colocar na MINHA casa:
· uma mini-biblioteca no banheiro;
· uma carranca num canto da sala;
· um espelho numa parede inteira do closet;
· um closet;
· posters de filmes do Tim Burton no quarto;
· uma rede num canto da sala;
· quadro de cortiça com fotos de viagens;
· bichos de pelúcia, muitos.
· Paredes negras (em algum dos cômodos);
· Um bon-sai, um maneki neko, coisas orientais;
· Velas e incensos.

Coisas bregas/doidas que vão passar LONGE da minha casa:
· almofada coração na cama;
· mesinha de centro;
· sofás;
· telefone padrão;
· estátuas de gesso da vênus de milo;
· miniaturas de resina em cima dos móveis;
· porta retratos com fotos da família
· girovisão;
· cristais dentro de pote de vidro;
· cinzeiro (chaminés não entrarão);
· tapetinho de banheiro – eca!
Eu podia dizer que não. Podia esconder, e continuar pensando as coisas feias só pra mim, como todos. Como você. Mas não quero. O blog é meu, e a sua visita não é obrigatória. Nem desejável, sejamos sinceros.

Odeio velho. Odeio criança. Odeio adolescente. Odeio pobre. Odeio coitadinhos. Odeio feiúra. Odeio RPG. Odeio gente legal. Odeio telefone. Odeio new metal. Tem muita coisa que gosto. Mas isso fica para outro dia.

E quem não gosta desse ódio todo, saibam que ele é gratuito, sim. O ódio não é um sentimento racional, daí ele não precisar de justificativas. Se essa virulência feia te incomoda, fofo, remova essa página dos seus Favoritos (é, otário, eu SEI que tá lá!!), vá tomar seu ânus e me deixe em PAZ! Ou, sei lá, faça melhor: continue me odiando e me divertindo.

A velha caquética entra na condução carregando sacolas de mercado. Lógico que ela, o bacalhau seco ambulante, entra pela porta da frente. Não paga passagem. Por isso, ela (que devia estar em casa descansando) é explorada pela família de porcos: “Vai no banco? Ou no mercado? Ah, manda a vovó – ela não paga passagem, nem enfrenta fila!!”. ELES deviam ir fazer as compras pra ela, e não mandá-la ir se aventurar pelas avenidas para dar comodidade aos filhos e netos párias.

E assim a velha se esfalfa, e os porcos economizam o tempo DELES e o dinheiro da passagem. E o resultado? Vinte velhas entrando pela porta da frente e dando prejuízo às companhias de transporte à toa. Depois, a passagem aumenta e você reclama... Ah, e vinte velhas na fila dos idosos, no banco. Tem um caixa só pra elas, e só mais um pra TODO o resto dos clientes. Se não fossem as vinte velhas, a fila andaria mais rápido.

É isso. Se você analisar a fundo a questão, verá que não há necessidade daquela procissão geriátrica pelas ruas da cidade, se arrastando pelas calçadas e atrapalhando o movimento. Parece o Círio de Nazaré. A imensa maioria não é de “pobres aposentados que não puderam parar de trabalhar”, como o Pc do B tenta fazer você acreditar, otário. A maioria não precisaria estar na rua se não tivesse em casa uma escória de aproveitadores imundos e mais sem coração do que eu.

Velhos me irritam, sim – e daí? A velha entra, e a outra caquética que já está sentada, praticamente expulsa duas garotas do banco: “Sai daí, deixa a vovó sentar!”. Eu não levantaria. E penso comigo mesma: “Tá na hora de morrer, vovó... aliás, já passam doze minutos da hora – a senhora está vivendo no lucro. Só falta cair, e caia LOGO – senão EU derrubo”.

Não sou serial killer. É só a manifestação escrita de um impulso assassino. Já que todo mundo leva o que eu digo a sério... Faz-mister adverti-los de que eu não tenho ficha criminal.
Ainda...
Pelo visto o Mail Form voltou a funcionar. PELO VISTO. Se eu fosse vocês, não confiava nessa porra.
E, puta que pariu, cacete, inferno - EU NÃO CONSIGO MANDAR EMAILS!!
Tecnocracia de merda.

Quinta-feira, Outubro 25, 2001

Por algum motivo alheio à minha compreensão, o Mail Form aí do lado não está recebendo mensagens. Talvez a conta de email que as recebe esteja com problemas... Blé.

Bão, se quiserem me xingar, direcionem seu ódio, recalque ou sugestão deseducada para devildust@bol.com.br
música de hoje: livin' eyes (bee gees)
frase do dia: amar é nunca pedir prozac (miss belle x)
Acordei hoje com saudade da minha antiga casa.
Passei por quatro desde que nasci - sem contar as que não eram da minha família: a que vivi até os quatro anos, a que vivi a maior parte da infância e adolescência, esse apartamento atual, e daqui a alguns poucos dias, outra mudança.

A segunda foi a maior e a mais bonita (por mais bela que essa última esteja ficando...). Tinha piscina - mas eu não gostava muito - um jardim lindo na frente (mamãe ama plantas!) com chafariz e tudo. Um terraço legal, e nós subíamos lá para depois nos atirar na piscina... Risco de fraturas, sim - mas e daí? Éramos crianças, adolescentes, e só tínhamos vento e vinho barato na cabeça, mesmo.

A Valkyria, minha gata siamesa, está enterrada naquele jardim, onde eu fingia que cada canteiro era uma cidade e dava nomes a eles. Eu imitava a Madonna na calçada, nas competições de dança. E tem tanta coisa pra falar que a) eu encheria um blog só com isso e b) como não pretendo cometer tamanho desatino, páro por aqui.

Mas outro dia eu volto.
Finalmente, recebi a matéria de blogs da Folha de SP... Valeu, valeu povo!!!
Olha só o trechinho destacado:
"Então, precisamos atrair a atenção do outro para garantir a nossa identidade. (...)Consenso não há. Muitos acham enriquecedora a experiência on-line. Outros vêem por trás dela, predominantemente, a demonstração da necessidade de uma terapia real".

Tóin!!! Tomou, nenê??
Viu só o que o titio pensa de você? Se você escreve um blog, é um retardado exibicionista que precisa fazer análise correndo! Hahaha! E não é que eles acertaram na mosquinha?
Dããããããã... Agora dêem licença que vou enxugar essa baba que fica escorrendo aqui no canto da minha boca... coisa chata, isso...).

Quarta-feira, Outubro 24, 2001

Bomba! Bomba! (menos, Belle, menos...)
Corre por aí o boato de que Jackie Miller
seja uma das... Delícias Cremosas! Será?
Vamos fazer um bolão de apostas e botar o Bechara atrás dela? Hahahaha!

Que jabá esses Strokes, hem?
O baterista é brasileiro. O vocalista é filho do John Casablancas, que tem pelo menos uma pata no Brasil.
A rádio Cidade não pára de tocar essa música chata. Devem ter dado uma elogiada momentânea e descartável neles lá nos EUA (se bem que a New Musical Express fala muita merda), e nós, os índios daqui da Amazônia sentimo-nos indiretamente babados.

Verdade seja dita: a banda não é das piores, mas não tem tarimba ou talento pra chegar a lugar algum. Se bobear, vai acabar feito o A-Ha (eu gostava, tá?), Information Society, e (porque não?) Iron Maiden, que não fizeram/fazem sucesso lá fora, e só porque venderam meia dúzia de CDs aqui ficam baseando sua carreira e marketing no Brasil e fazendo show no Rio e SP todo fim de semana...

Bom, pelo menos o baterista estará em casa!
Antigamente, quando a gente se reunia com a galera que curtia música boa, alguém sempre perguntava “e aí, você curte o quê?”.

Então o cara, orgulhoso, saía desfiando nomes de bandas tão maravilhosas quanto inesquecíveis. Pink Floyd, Yes, Rolling Stones, Deep Purple, Led Zeppelin, Beatles, The Cure, U2, REM, Ramones, Aerosmith, Queen, Legião, Smiths, Joy Division, The Clash, etc, etc, etc (não gosto de todas essas bandas, mas reconheço-lhes o valor).

Agora, você pergunta a mesma coisa pra um desses pirralhos espinhudos de 15 anos (nossa, até parece que eu tenho 30!), e leva pela cara um balde de merda: Korn, Linkin Park, Papa Roach, Incubus, Tihuana, Shihad, Limp Bizkit, etc... Acredito que, antigamente as merdas eram menos piores. Tenho uma pena sincera desse povo que não sabe o que é um Violeta de Outono, um Renaissance, um David Bowie, e que só ouviu do Nirvana o que tocou no rádio.

Sabe... nunca pensei que ia achar coisa pior do que aquelas fãs do Bon Jovi e Skid Row de 10 anos atrás).
Prefiro um martírio regado a neurônios do que experimentar essa felicidade asquerosa dos minúsculos.
By Marcos Nunes.
(falem a verdade – ele é a minha alma gêmea, hahaha!!)
música da dia: Flores em Você, do IRA!
frase do dia: Evite acidentes: faça de propósito!
Aquele bar onde eu assobio está virando meu playground particular. Minha terapia, remunerada ainda por cima (okay, MAL remunerada, mas...).

Na segunda passada eu tava puta da vida. Feriado. Querendo remover o conceito “Marcos” do meu pensamento. Sem aula (é, ainda por cima era dia do Mestre...), nem deu pra pegar a grana da passagem com minha mãe e ir gastá-la na Rua da Alfândega – também era dia do Comerciário. Lojas fechadas. Mas o boteco estava aberto. E eu tinha que ir trabalhar. Pra alegrar o feriado dos bêbados frustrados que torram seus míseros tostões em cachaça de quinta, ou daquela asquerosa gente bronzeada voltando da Região dos Lagos, esfregando na minha cara uma alegria barata. Gente feliz, eu vos odeio.

Aproveitando o ensejo da provável falta de público (e eu acertei - devia ter umas quinze pessoas, máximo), fui com uma roupa esdrúxula dentro da bolsa. Lá chegando, me livrei do jeans e vesti a saia de cetim roxa (bom, parecia roxa), uma blusa de listras coloridas e um tênis All Star cano bem longo (parece uma bota) que roubei das coisas que meu irmão largou pra trás quando se mudou pra Macaé (detalhe: meu mano calça 43...e eu, 37).

Fiz cara de buá pro Abel, e ele me liberou do set list tradicional. Permissão dada, abri um Cortezano (é, Martini de pobre...esse custa R$2,50 a garrafa) e fui virando na boca – puxei quase a metade. Dei um tempo pra fazer efeito. Depois, ao invés de cantar forró e pagode, dei um OI pras lesmas espojadas nas mesas, puxei o meu banquinho e, vestida de palhaça, decidi que ia espantar a deprê cantando Smiths até as onze. Mandei uma versão emocore de “Sweet and Tender Holligan”. Inimaginável. O Abel falou que fiz até coreografia. Puta que pariu. Se tivesse mamado a garrafa toda, teria feito um strip?

Eu, sinceramente, esperava ser apedrejada. Ninguém prestou muita atenção, e quem prestou, riu uma enormidade e ainda aplaudiu no final. Bem, estatisticamente falando: 100% dos bêbados fodidos continuou dormindo em cima da própria urina alcoólica, enquanto o “povo feliz” riu horrores da minha cara e teria pedido bis, se um dos bêbados fodidos não tivesse armado um qüiproquó que quase acabou com o meu show.

Sabe? Nem sempre minha vida é modorrenta, e eu devo ter 0,5% de carisma na minha composição química. Senão eles TERIAM SIM me apedrejado. Essas gracinhas acontecem a cada ano bissexto, mas são dignas de registro. Antes do qüiproquó, eu e o Ênio mandamos “Asleep”. Essa não é alegrinha, essa é triste, irônica e desesperançada. Se bem que eu não estava realmente assim. Não tanto.

Quando rola outro feriado prolongado? (^_^)
E, não.
Não vou dizer ao pessoal o endereço dessa birosca. Só o Ratão, da faculdade, sabe onde fica. E, graças a Deus, ele nunca pintou por lá.

Imagina se os meus amigos passam a freqüentar o boteco pra me ver pagar esses micos? Vou perder a naturalidade com torcida organizada. Eu só mostro o meu futebol com torcida CONTRA, ragazzi.
Fico observando aqueles meninos que andam pelos bares, à noite, com baldes de flores nas mãos, oferecendo pros casais de namorados. As rosas são embaladas com celofane vagabundo, uma a uma, e trazem pendurados uns papéis com declarações de amor cafonas. Tudo por um real, e você pode agradar à sua dama ou então mandar o garçom entregar praquela mariposa solitária na mesa ao lado. Quem sabe, né?

Eu já ganhei várias dessas, de caras da “platéia”. Quando é hora de ir embora pra casa, depois do meu showzinho ridículo, o carro do Dudu, que me leva em casa, está cheio delas. Eles mandam, e o Dudu ri, me apontando aquele jardim de rosas vermelhas bregas e anônimas (nem sempre anônimas, tem uns caras que escrevem uma gracinha e o número do telefone atrás do cartãozinho).

Troféu de puta. Quando eu era menor e ia a bares com a turma, as garotas falavam que ganhar aquelas “rosas de baldinho” era o cúmulo da desmoralização, que aquilo era coisa de mulher que vive sozinha na noite dando mole pros caras – daí o apelido “Troféu de Puta”. Despeito puro de quem nunca ganhou uma dessas. É uma merda, é cafona, é escroto, é desmoralizante, eu sei.

Mas mulher não quer saber de nada disso quando o ego infla um pouquinho numa noite frustrada, onde deu tudo errado, e um desses pinguços metidos a poeta escreve uma melosidade qualquer atrás do cartãozinho e manda.

Eu acho é engraçado. Sempre agradeço. Eu sei que não se vende amor a R$1, não espero nem quero isso.
Mas se fazer de gostosa às custas da gentileza sincera alheia, é passar atestado de recalcada.
O que é bem pior do que ganhar troféu de piranha.
Ah, quanto à matéria da Folha, mandem email pra devildust@bol.com.br.
Boteco. Não fui pra trabalhar, fui pra beber umas cervejas de graça.
O menino que canta nos outros dias é bom, apesar de não saber falar inglês. É muito engraçado ouvi-lo tentar cantar alguma música na língua da rainha... Seria constrangedor, se não fosse tão cômico. Eu, já meio bêbada, ri em dobro. Mas eu não pago mico quando bebo – meus fãs podem ficar tranqüilos, eu não caio da cadeira, não me arrasto pelo chão, não tenho crises de choro nem vomito.

Bom, eu já me arrastei pelo chão uma vez, sim... Mas foi há muito tempo, e eu estava na casa do Pombo, entre amigos. Em família.
E quem faz "Tipo" é a Fiat.
Ei!
Por acaso alguém tem aí a matéria da Folha de SP (domingo passado) sobre blogs? Eu estava afim de dar uma olhada, mas como eu não assino UOL... Podem me mandar a página por email, ou sei lá, confiem na minha honestidade e passem a senha...
(tá bom, essa foi péssima... apaga).

Terça-feira, Outubro 23, 2001

life is good
and i feel great
cause mother says i was
a great mistake

Obrigada a todos que me mandaram links pra sites com fotos de cemitérios, ou as próprias fotos atachadas.
Valeu. Delicadeza é artigo raro na rede.
Sabe o que é chegar no banheiro correndo para aquele pipizinho básico de madrugada, e depois de resolvido o problema, procurar papel higiênico e não achar?
Bom, isso é mau. Mas há um paliativo gostoso: pegar aquela toalhinha de rosto bordada e cheia de fru-fru da sua mamãe filha da puta que esqueceu de repor o papel, e usá-la para fazer o serviço.
E depois, naturally deixá-la no mesmo lugarzinho de antes, esperando sua mamãe acordar pela manhã e ir fazer sua higiene facial.
Bad, bad girl...
E o wc daqui de casa é mesmo sui generis...
Já cansei de derrubar pentes dentro da privada. É que eles ficam dentro de um pote vacilante, numa prateleira alta em cima do vaso sanitário.
E depois tenho que ficar catando utensílios de beleza no meio do mijo – quando não, de coisa pior.
Quer saber o que faria esse mundo dar certo? Duas regrinhas, se fôssemos capazes de cumpri-las:
1) Não faça nada que prejudique ao seu semelhante;
2) Divirta-se.

Parece fácil, mas é quase impossível conquistar a segunda sem desrespeitar a primeira. No dia em que formos capazes de estabeler esse mutualismo simbólico, eu me calo e passo a falar bem dos pobres.
Eles merecerão.
Hoje na aula de Teoria Literária, a professora falou de blogs, no meio da apresentação do meu grupo. Óbvio – ninguém lá sabia o que Diabos era isso. Claro, eles têm coisas melhores pra fazer – namorar, curtir a noite, viajar pro exterior, ir à praia... essas coisinhas felizes que nós, blogueiros, deixamos de fazer enquanto passamos o dia pensando em coisas legais pra escrever no blog”. Yeah...

Sei lá por que o assunto surgiu, só sei que ela associou o advento desses “diários virtuais” à volta da “individualidade”. É, era pra ser assim. Só que eu cortei o barato e a linha de raciocínio da “tia” na hora. Expliquei a ela que nessa história, o que menos se vê é individualidade.

Disse à professora que os blogs se dividem em categorias: tem os que fazem piadas, tem os que mostram contos/poesias, os que só falam de sexo, os que publicam “notícias” e links curiosos, os que escrevem textos inteligentes, e por aí vai. E, quando algum iniciante vai fazer um blog, ele automaticamente “escolhe” um desses “padrões” e o segue. Bastante pessoal e “individual”, né não?

Essa xerox de comportamento não aparece só no submundo da internet. Todo mundo precisa copiar alguém de sucesso pra ser sucesso também. Até parece que não somos capazes de ser o máximo sendo nós mesmos. Parece que se não for tão bom quanto o Fulano, nunca seremos bons o bastante. Quantos blogs com a cara do loser você já leu? Quantas pessoas que não querem ser advogados fazendo Direito você já conheceu? Quanta gente que “joga rpg, curte indie rock, se amarra em cinema alternativo, vai ao show do belle & sebastian, usa roupa descolada e sonha ir pra NY” você já viu?

Qual a razão disso tudo? Por que, Diabos, as pessoas que são diferentes de verdade (e não diferentes “como todos os diferentes”), têm que sofrer a discriminação dos “ajustados” para serem reduzidas ao mesmo status (?) que eles? Em suma, porque todo mundo têm que ser tão igual? Por que meninas gostam de rosa e meninos de azul? Por que os cachorros são os melhores amigos do homem, e gatos causam asma (é mentira, isso!)? Por que roqueiros usam roupa preta? Por que patricinhas não podem ir à escola de chinelo? Por que as pessoas pintam o cabelo de loiro, e porque isso incomoda tanto? Por que nas “entrevistas de programa de entrevistas” sempre dizem que sua qualidade é “ser amigo” e seu defeito é “ser perfeccionista”?

Ser amigo passa a ser defeito quando você é tolo e acredita demais nos outros. Ser perfeccionista pode ser qualidade se isso te ajuda a fazer melhor o que você gosta – e ficar feliz por conseguir. O problema das pessoas é o de generalizar sentimentos. E rotular de mau quem aparentemente tem mais defeitos, e de bom quem, aparentemente, tem mais qualidades. Mas não há, na verdade, defeitos e qualidades. Nós somos, na essência, como uma sopa fluida e heterogênea de vícios e virtudes, que só se homogeniza quando nos materializamos em nós mesmos. Ou seja, só somos humanos quando somos defeitos E qualidades – os defeitos e qualidades de VERDADE. Mesmo que sejam os mais puros. Mesmo que sejam os mais podres.

O que é mais terrível em A Metamorfose, de Kafka, é a lenta desumanização do inseto. Estamos caminhando para virar perfeitas estátuas de cera. A menos que tenhamos coragem de abandonar essas ideologias pré-fabricadas, posições repetitivas, personalidades copiadas, esses padrões humanos comprados em delicatessens.

Alguma resposta aos muitos porquês desse post chato? Cartas pra redação, por favor.

Domingo, Outubro 21, 2001

saturday + rain + joy division + home alone...
God dammit... what ELSE could I ask for in life?
Depois vou fazer umas listinhas dos blogs blearghs que estão metendo o pau na minha digníssima pessoa por causa daquele post sobre os bost...ops, blogueiros. Se eu soubesse que teria tamanha repercussão, teria escrito antes.
Esses blearghs são geralmente blogzinhos toscos de menininhas "inteligentes" e "equilibradas" que gostam de vomit...ops, emitir seus comentários estúp... quero dizer, "apropriados" sobre os assuntos da atualidade. Uns amores.

Noto que elas estão batendo numa mesma tecla: eu sou uma mal comida... Tá.
Eu podia perguntar a elas qual foi a última vez em que tiveram um orgasmo múltiplo. Podia mesmo.
Mas como não suporto ver baranga chorando, eu quebro esse galho e fico quietinha. Aliás, nem tão quietinha assim.
Fico rindo...

(será que elas se emputeceram porque eu disse que era gostosa? Tá, desculpa aí...)

Adoro essa menininha... Lenore, a garotinha morta criada pelo cartunista Roman Dirge.
Lenore é uma combinação de fofura com esquisitice, humor negro puro. Ela é dona de uma inocência malévola que faz a gente querer abraçá-la... e depois sair de perto, e olhar bem pra se certificar de que estamos com TODOS os pedaços no lugar ainda!
Eles combinam com o dia de hoje...

Repetindo a pergunta nesse blog, já que fui "kicked" do outro blog, e lá não me responderam a contento...
Qual a cor de lingerie que a rapaziada prefere? Preta, branca ou vermelha?
É uma pergunta séria, de cunho quase científico. Aguardo respostas...
Sejamos razoáveis.
O que mais uma fã do KLB pode ter na cabeça, além de bosta?
Desculpem. Mas tem certas coisas a respeito das quais não há como ser compreensivo.

Sábado, Outubro 20, 2001

Imagine”, do John Lennon, é a música mais bunda-mole e chata da história. Sempre é usada apelativamente quando acontece algum quiproquó mundial. Oportunismo piegas pra encher o rabo gordo da baranga da Yoko de grana.
Lennon, você não era um “dreamer”. Não passou de mais um maconheiro, só que com o ego inflado por ter sido um Beatle meio gauche.
Da dupla Lennon & McCartney, eu prefiro o Ringo.
Convívio social... Rá.
Exercício de hipocrisia em grupo, vocês querem dizer, né?
O telefone nem ameaça tocar. Bani meus contatos.
O bina pifou. Mesmo assim, não atenderia a chamada. Do outro lado da linha, pode haver de tudo. Não gosto de surpresas.
Mas o telefone não toca. É sábado, as pessoas têm medo de mim e precisam realizar seus sonhos - que eu sempre mato.

As amigas comprometidas fazem o programa básico de todo o fim de semana com o namorado. Sempre o mesmo programa, em todo fim de semana, até que o cara se encha do programa, se encha delas e elas se encham de lágrimas no sábado sem ele.
As amigas solteiras programam idas ao Bar do Bolla, à Bunker, ao Santa Fé, ao Amarelinho. Depende da tribo. E depende de onde o candidato a macho da vez esteja freqüentando – só que para FUGIR delas. E elas fingem não perceber.

É sábado, as pessoas TÊM que sair. Passar o sábado em casa, imagina que absurrrdo!
As rádios são maravilhosas aos sábados, eles tocam o que deixaram de tocar há muito tempo porque era BOM demais e os ouvintes idiotas não pediam pra ouvir. Afinal, eles não estão ouvindo, mesmo – sábado é o dia de NÃO ouvir, sábado é o dia de FAZER acontecer. De ir pra night, comer pipoca na praça, de subir no terraço de casa e tomar banho de borracha/mangueira, de fazer as unhas, de enrolar o cabelo, de testar aquela máscara de pepino Ó-TI-MA pra pele, que elimina rugas de ansiedade oca e o inchaço dos olhos que não dormem.

Dia de soltar pipa. Dia de andar para cima e para baixo, sem rumo na rua e na vida, só “pra ver qual é” e passar de short curto na frente daquele gatinho, quem sabe ele me olhe, e... Não, ele não olha. Está cortando no serol a pipa fodaça daquele mané que ele não suporta. Isso vale MIL gatinhas retardadas de short curto. Porque elas sempre existirão, mas cortar a pipa daquele escroto... chance única.

Dia de assistir vídeos. De fazer e comer aquela insuportável pipoca de microondas. Mastigando o vácuo de uma existência sem nenhum objetivo ou prazer aparentes. Dia de ouvir toda a sua coleção de CDs do Jehtro Tull. Dormir à tarde, brincar com as crianças e sentir-se normal e saudável, e até feliz por fazer isso. Feliz pela sua vidinha repetitiva e medíocre dar tão certo e você se sentir abençoado por ter feito o que, no fim das contas, qualquer um acaba fazendo.

Hoje é sábado, crianças. Go outside and get a life. A real one.
Toca de responder mais e-mails.
Thago, suicídio por CO2 é legal, mas não dentro do carro. Isso vai contra um dos princípios mais importantes do falecimento perfeito... você morrerá torto e vai enrijecer torto, e isso será uma lástima na hora que tiverem de encaixotá-lo... Sei disso porque minha avó morreu com as pernas dobradas, e foi preciso serrá-las para que entrasse no esquife. Ah, e eu me referia a músicas para morrer. The Final Cut é a obra mais triste, deprimente e sinistra já composta pelo Pink Floyd, perfeita para se ouvir morrendo - mas aí seria o CD to-do! Mas valeu pela lembrança, maravilhosa.

Marcelo, obrigada por ter me mandado email pelo BOL, dessa vez.

Bernardo, tentar me comer é fácil. Talvez, se você for gato, nem seja difícil conseguir. O problema é a grana que você vai gastar com anti depressivos depois que levar o fora básico. It happens.

Charles, Bruce Willis pode até ter conseguido ganhar dinheiro, por algum fator obscuro alheio ao nosso conhecimento. Mas o talento dele é comparativamente semelhante a todos os outros atores de seriados medíocres que, por algum fator obscuro alheio ao nosso conhecimento, permaneceram no limbo.

Fernando, todos os blogueiros sabem que são umas bostas (EU sou uma bosta). Se tivéssemos dinheiro e um projeto de vida, não perderíamos nosso tempo escrevendo de graça em sites lidos na maioria por adolescentes retardados. O "segredinho" é que algumas pessoas usam blogs para fazer amigos, para aparecer no jornal e para arrumar namorado(a). Desculpem, mas não posso evitar de morrer de pena. Me consola saber que estão felizes - eu espero, pois qual seria a graça de ter esse trabalho todo para estar infeliz?

Garota Invisível, não, não vi o Lecter mandando o cara comer o próprio cérebro. E quanto à minha sinceridade acachapante, ela é artigo de série na raça humana - todos nós temos, só que a maioria a joga fora por medo de que ela venha prejudicar a sua aceitação pela sociedade. Meu conceito é o seguinte: a sociedade caga e anda pro individual. Por que eu iria fazer questão da aceitação dela? A sociedade que se foda.
E Nietzsche é um mala. Prefira ler o Leviatã, de Hobbes: O Homem é Essencialmente Mau.
Tive uma "náite" excelente, hoje...
Assim que rolar um espaço, comento aqui...
Nossa, aquele boteco está me fazendo um bem danado!
A Renatinha (tá, não divulgo o teu blog, covardona!) falou e está dito. E subscrito por mim.
O zé povinho da ralé blogueira carioca sentiu-se ofendidinha com o meu postzinho, tão sincero e tão meigo. Renatinha (que tem mais link no blog dela do que o lixeiros.com, fez um clipping dos principais posts com os xingamentos à minha pessoa. Me mandou um monte, abri dois ou três e fiz questão de nem ler o resto. Tava me dando sono demais.

Impressionante, os mesmos argumentos que não se sustentam sendo repisados à exaustão.
Crianças, primeiro aprendam a escrever a língua materna de vocês, desenvolver um pouquinho de retórica e ter umas aulinhas de semântica.
Depois, só depois, queiram ousar medir forças comigo.
Só assim vai ser divertido. Pra mim, é lógico.
Cacete.
A coluna social descobriu meus contos no Anjos de Prata.
Putz. Nem dá pra ser anônimo nessa merda de internet.
Deu tempo de voltar, pessoas.
A saída foi pra perto e rápida - eu diria quase "furtiva".

Estou pensando a sério na hipótese de dar uma sumida com os links de blogs à esquerda dessa página. Não que eu me importe, mas há dois fatores que me levam a cogitar essa possibilidade:

1) muitos blogs que eu linkei aí ao lado, eu já não visito mais há séculos. Talvez, nem por culpa dos blogs. O fato é que eu me canso muito cedo das coisas. Acaba ficando esse adendo aí ao lado, inútil como o resto da página - só que o resto da página é uma inutilidade que me diverte.

2) estou desgostando cada vez mais da raça blogueira. Exceção feita às poucas exceções (que se conhecem, sabem que são - desnecessário citar nomes), o resto é feito da mesma matéria que vejo proliferar pelas ruas e acabar resvalando pro esgoto, cedo ou tarde.

Menininhas que, simpáticas, me pediam conselhos por e-mail, agora metem o pau na minha pessoa em seus blogs (sem saber que é facílimo descobrir essas "sinceridades covardes"). Amigos de longa data me mandam e-mails sombrios, questionam meus princípios (eu os tenho? eles teriam alguma utilidade?) e se julgam no direito de me recomendar, a sério, tratamento psiquiátrico. Tratamento psiquiátrico merece que diz odiar um site e entra nele todos os dias pra ter matéria de discussão.

Na boa, tenho absoluta certeza de que ninguém entendeu meu propósito com esse blog. Mas não é por isso que vou simplesmente deletá-lo. Se assim procedesse, demonstraria que estou escrevendo pro alheio. Mas estou escrevendo aqui pra mim. O feedback que tenho dos leitores é o pior possível, e se eu escrevesse para agradar pessoas, teria mudado o estilo.

Não há como mudar de alma. Nem eu quero. E eu sou feliz assim.
Aos que discordarem, repito a dica master desse site: Fineza Ignorar Esta URL.

Sexta-feira, Outubro 19, 2001

Coisas a fazer hoje: as mesmas de ontem.
Tenha um bom dia.
Não sei se queria ser amada.
Talvez eu tenha tido essa vontade em alguma época remota da minha vida. Talvez até tenha sido, talvez até seja (meu namorado me amava, não sei o que ele sente agora). Sei que ser amado faz de você mais um. O esforço para se libertar da multidão que pretende linchá-lo te faz mais forte. Se a multidão te aceita, você passa a fazer parte e some no meio dela. Eles te compram com uma cordialidade falsa, e para não magoar quem te ama, você vira hipócrita, faz-pra-agradar, é só mesuras e vácuo.

Enfim... ser amado é uma BOSTA. Quando te odeiam, o único compromisso assumido passa a ser com você mesmo, e só então você se liberta, se conhece e se estrutura em cima da única coisa que importa: a sua vontade. Pode falar o que quiser, ser o que quiser, sem se preocupar em chocar pessoas ou ganhar inimigos. Ser odiado cria asas, é uma catapulta para o topo. Ser amado te dá um rabo BEM grande, e você precisa ter cuidado com o rabo alheio (ou seja, não falar mal deles), para que não pisem no seu. Ser amado não é catapulta; é alçapão. Sem saída (mas tem folhinha lá embaixo pra amortecer a queda, o que faz você se achar o máximo porque é amado e puseram aquelas porras de folhas lá pra você).

O legal é ser chato, anti social, autêntico, sexy e arrogante ao cubo. Pelo menos eu só deixo esse tipo de gente chegar perto de mim, mesmo que briguemos à unha até os poros virarem lanhos. E não confie em gente que diz ser isso tudo, mas na verdade arrebanha energúmenos pra estar ao seu lado. Desconfie, desconfie, desconfie. O autêntico evil sente náuseas cerebrais perto desse povo. Tão incompatíveis como óleo e água (um exemplo batido e tosco, mas funcional).
Já que perguntaram, respondo...
Não gosto de seriados da Sony. Sonymaníaca é mulher que não faz sexo.
Vi Dawson's Creek uma vez pra ver qual era a do hype. Lógico: odiei. A morena tem cara de quem deu e não gostou, a loira de cabelo espichado parece esquizofrênica, o Pacey (nem sei como se escreve) parace que foi criado pela avó, o viadão é uma caricatura e o Dawson... Bom, o Dawson parece aqueles retardados que ficam recortando figuras de revistas na Pestalozzi e depois comendo. Eu já vi isso. O moleque recortou a fotografia de um bolo de noiva e a comeu. Não estou inventando isso.

Até hoje não dei UMA risada com Friends. TODOS os atores são PÉSSIMOS (como só os atores de seriados americanos sabem ser... Seriado é o que SOBRA pra eles fazerem - nunca vi nenhum idiota de seriado ir ganhar turbilhões de dólares no cinema). E Party of Five, sob o pretexto de fazer chorar, acaba deprimindo com aquelas histórias repletas de desgraças acumuladas.

Meus canais preferidos de TV a cabo:
...Sexy Hot (tem homens pelados)
...Animal Planet (tem bichinhos fofos)
...Multishow (tem shows bacanas)
...Telecine 1 (raramente algum bom filme)
...FOX (tá, eu gosto um pouco da Ally McBeal)

Meus canais detestados de TV a cabo:
...Playboy TV (o pênis dos caras nunca aparece!)
...MTV (esse canal está morto e enterrado)
...Discovery Channel (nem tão nerd assim, né?)
...Canais de compras (tudo é vendido pelo triplo do preço normal e os apresentadores parecem que vão babar na tela e se dizer Napoleão Bonaparte a qualquer momento).

E pensar que amigas minhas ainda sabiam cantar os temas das séries. Se bem que "I don't wanna wait" da Paula Cole é uma gracinha de música.
Eu odeio atender telefone. Nada pessoal, é uma coisa minha. Domingo à tarde é a hora do perigo. É a hora de deixar o fone fora do gancho.

No domingo, as pessoas bem resolvidas estão enchendo o rabo de comida na churrascaria. Ou estão no motel. Quem tem família grande está lavando a louça do almoço. Quem não tem dinheiro para sair (meu caso) está na internet – porque não há como ver TV em dia nenhum da semana, menos ainda domingo (impressionante, é ruim até nos canais por assinatura! A menos que você queira assistirr Futurama...).

Mas tem o mala filhodaputa. O que não tem dinheiro para ir comer, não tem ninguém para levar (ou levá-lo) ao motel, que não tem família (e conseqüentemente, nem almoços de família), que não tem computador e que por isso resolve passar a tarde dependurado no gancho “ligando pros amigos”. Vá ser mala assim lá na puta que pariu. Vão caçar o que fazer!

O cara aproveita que é mais barato (um pulso por ligação, em caso local) e fala, fala... Aquelas coisas interessantes que só gente que passa o domingo em casa ligando pros amigos tem pra contar. Putz.

Depois minha mãe reclama porque quando em casa passo o domingo todo conectada. Excelente meio de me livrar dessas tralhas via Embratel.
Me deixe amar.
Me deixe ser bom. Me deixe fazer mal nenhum. Me deixe sentir o chão. Me deixe ouvir a música. Me deixe ver o mundo. Me deixe sentir a chuva. Me deixe olhar nos olhos. Me deixe abrir os braços. Me deixe fechar as feridas. Me deixe sonhar acordado. Me deixe acordar em sonho. Me deixe sorrir. Me deixe voltar a amar.
Me deixe.
Venho por meio desta comunicar que o próximo filho da puta que me mandar e-mail da AOL, morre.
Falo sério. Eu só mando emails formatados. A AOL não aceita emails assim, a gente tem que mandar aquele lixo escrito em times new roman, sem UMA gif animada, sem UM fundo colorido, e quando mando foto então... a pessoa não consegue abrir, e ainda vem tomar o meu tempo e atulhar minha inbox com emails de reclamação.

Pro raio que os partam. O que custa fazer uma conta grátis num hotmail da vida, e depois cadastrá-la no Outlook ou no Eudora?? Webmail é coisa de lamer.

Não custa nada, e nos poupará stress. Mãos à obra. Vou passar a responder emails da AOL com arquivos de 50 MB anexados, ou com scripts bichados.
Duvida? Me ponha à prova.
Valeu pela manifestação positiva sobre o post abaixo.
E aos que se manifestaram negativamente: não retiro uma vírgula.

Quinta-feira, Outubro 18, 2001

Haha, vejam só a mensagem da Sarah, do blog Sociopata em Grupo aí no meu guestbook... Bom, muito bom saber dessas coisas!

Então, a galera cult me acha revoltada? Well, gente de visão - eu sou, mesmo. Ah, eles insistem que a minha rebeldia não tem causa? Fodam-se, minhas razões não lhes dizem respeito. Aliás, minha vida também não, pois ao contrário dessa corja de reacionários burgueses, não perco meu tempo postando a minha vida, aqui. Até poderia fazer isso, e bem, só que não é a minha. Pretendo me divertir, aqui, e não mostrar meus talentos literários, minha retórica fulminante, meu gosto musical elaborado, nem falar da vida de bosta que eu e a metade pobre da raça humana temos.

Hoje, lendo uns blogs cult por aí, me pergunto o que faz essas pessoas serem lidas. Um cara contando como trocou a fralda suja de merda da afilhada, uma gorda velha contando do crochê que está fazendo, uma prostitutazinha enrustida falando que está apaixonada por um bombeiro, uma patricinha retardada colocando fotos das suas roupas, outra idiota americanizada falando do mico (totalmente sem graça) que pagou na escola, os blogs de piadas insossas de sempre, a matrona velha disponibilizando as fotos de suas crianças horrorosas... Ainda bem que eu não quero ser aceita. Basta continuar não escrevendo as merdas citadas, que esse povo vai continuar não lendo esse blog.

Sabe, esse mundo dos blogs é medíocre, como 99% dos blogueiros. É uma amostragem aleatória porém perfeita da pequenez da alma humana, da sua falta de interesse em se lançar no pavoroso mundo do auto conhecimento (Deus, porque eu sou esse cocô ambulante?), e a preferência covarde de se ater a questões menores e íntimas, como se interessassem a quem quer que fosse.

O problema, Sarita, é que eu falo palavrão. É que eu não coloco foto minha no blog, nem falo dos meus Labradores (eu não tenho, nem gosto muito de cães). É que eu não cito outros blogs. É que eu não sou loira, nem patricinha, nem moro na Zona Sul (só eu ADORO ser outsider, NUNCA me coloquei no papel de vítima - o "problema" é eu não falar a língua porca dessa gente). Não sou webdesigner, não faço parte de panelas e nem vou a encontro de blogueiros (me chamaram uma vez, eu caguei pro convite e devem ter achado que fiz pouco caso... FIZ SIM, eu odeio conhecer nerds e patricinhas acéfalas que só falam do próprio umbigo e fazem "rotas" pela night pra pegar macho). E, claro, eu não comento sujidades como literatura grega e filmes iranianos. Pseudo-suicida, moi? Nunca tentei me matar, mas se fosse o caso, não teria medo. Eu não tenho medo de NADA - só do Assustador.com, e quando menor, eu temia libélulas. Passou.

Quanto a ser comparada à Vandinha Adans... Eu gostei desse filme, mas não ando por aí vestida de preto, não faço tipo, nem ando de tailleur pra esconder gorduras. É, Sarita - crueldade das crueldades!! - além de inteligente, geniosa, perspicaz, autêntica e divertida, eu ainda fui nascer GOSTOSA. Pecado mortal.

Esse tipo de ódio só me faz bem - à pele e aos neurônios. É excelente ver que a internet é formada por essa gentinha merda "família" e "certinha", esses homens com cara de bancários com suas camisinhas sociais pra dentro da calça, essas mulheres com cara de quem não tem orgasmo, e esses adolescentes oligóides que tascam neologismos de net em tudo: "pow, tippu assim, neh, vc eh moh legauuuu". Eca. Que delícia saber que essa ralé me execra - a lacuna existencial deles é tamanha que me engoliria, se eu chegasse muito perto. Bunda-molice pega, e o efeito é pior do que se a gente cheirasse Anthrax que nem cocaína. Pessoas-família, amigos de internet, panelas de blogs: vocês são nauseabundos.

É isso... meio chato ser julgada por gente pra quem "viver" não passa de um verbo.
Não consigo pensar em nenhum outro lugar ou tempo em que eu estivesse mais feliz do que aqui – e agora.
Não. Não quer dizer que eu esteja feliz aqui.
Só significa que não consigo pensar num lugar melhor.
Como foi o primeiro o seu primeiro beijo?
Hoje os caderninhos de perguntas dos anos 80 viraram relíquia. Obsoletos. O lance é perguntar indiscretamente via Internet.
Meu primeiro beijo foi, comonão podia deixar de ser, uma bosta. Eu tinha 14, e ninguém da minha idade gostava de mim. Beijei um cara de 29 anos. Ele era headbanger. E burro - fazia o sinal do Hang Loose achando que estava sendo radical. Tinha um cabelo loiro quase rastafari, parecia um palheiro. Lá dentro o povo dizia que morava um rato.

Se tinha rato ali, nunca soube. Mas se havia, devia estar morto, porque o cheiro era insuportável. O pior foi que EU acabei descobrindo que o hálito dele também era um esgoto. O beijo foi uma aposta. A perdedora teria de agarrar o primeiro que entrasse na lanchonete. Mesmo que fosse um cachorro. Eu rezei por um cachorro. E então o Fabiano entrou. Risada geral. Antes fosse um cachorro.

Depois disso fui crucificada. por mais de um semestre. A “beija-fossa” ficou conhecida até no turno da tarde. As criancinhas da primeira série me apontavam, rindo. Pedi para sair do colégio, mas fui categoricamente mandada à merda.

Não é fácil ser rebelde, crianças...
Enquete: você coleciona alguma coisa estranha?

Eu coleciono fotos de cemitério. Não, não é "tipo", não. É sério, eu acho lindoEm toda cidade que visito, procuro um, e fotografo. Em algumas cidades feias, as fotos mais bonitas são justamente as dos cemitérios. Em Saquarema, uma cidade até bonitinha da Região dos Lagos aqui no Rio, o cemitério está numa encosta, com vista panorâmica para o mar. Sério, dá até vontade de morrer.

Isso sem falar nos cemitérios europeus, aquelas estátuas de anjos, o clima gótico, lindamente sinistro. Aqui no Rio o cemitério do Caju é legal. A gente passa na Avenida Brasil e vê aquelas estátuas por cima do muro alto. Tem um anjo com uma espada erguida no ar, porém mantendo o olhos voltados para baixo, como se prestes a castigar ou proteger alguém. Lindo. Tem um outro com o dedo em riste no ar, como se pregasse. Tenho fotos de todos.

Acha mórbido? Na primeira faculdade que comecei a cursar, tinha aula de Anatomia. Alguns garotos resolveram tirar fotos com os cadáveres do Centro Anatômico. Um mês depois, um deles morreu num acidente de carro. Bizarro.

Sei que a Yael coleciona sacos de vômito de avião, que o Diego coleciona chicletes mascados de todas as cores, que o Fábio coleciona dentes humanos, e por aí vai. Não sou a única freak do pedaço.
Taí a foto do cemitério de Saquarema, RJ. Lindo, não é mesmo?


Quarta-feira, Outubro 17, 2001

Wala... Que preguiça.
Nada pra fazer, vamos responder a alguns emails.
Paulo Sérgio, nem de longe sou Flamenguista. Meus times são... bom, ESQUECE. Uso vermelho e preto aqui por que vermelho é a cor do sangue (super a ver num terror site) e preto, além de ser minha preferida, é a cor das trevas, do evil side. E, quanto ao post do bebê sendo atirado do veículo em movimento, é uma curiosidade, não um projeto - muita gente não entendeu, e recebi os hate mails básicos de sempre. Mas que eu queria ver, ah eu queria!!!

Sarah, Shirley Manson é simpática, tem atitude, tem uma banda ótima (pelo menos o primeiro CD é irretocável), é linda apesar do bocão, e tem uma voz suave, boa de ouvir - mas sem tanta personalidade. Por isso não tá na lista de girlie voices. E obrigada por ser mais uma a entender o que eu quero dizer quando me refiro a pobres, essa racinha docemente dirty.

Natanael, eu adoro gibis. Mesmo, só que eu curto mangá, entonce não morro de amores por nada da DC ou da Marvel, não. Daí não gostar de Batman. Mas gosto do Sandman, Estranhos no Paraíso, e não vomitei lendo Gen13. Tem outras coisas, mas esqueci.

Pablo, quanto aos arquivos do Blogger, já havia feito isso que você me sugeriu. Tentei entrar em contato com você depois, mas o email voltou com mensagem de erro. Vê aí o que está rolando com a sua inbox.

Depois tem mais. Cansei dessa porra - e, principalmente, de dar essa moral pra vocês.
Aliás, depois tem mais porra nenhuma. Acabou. Chega.